Carta de Centeno apela aos eurodeputados para evitarem suspensão de fundos

No documento, de 14 de setembro, o ministro expressa preocupação em relação ao "forte impacto" que o corte de fundos estruturais teria na economia portuguesa. PSD, CDS - PP e Bloco já reagiram.

PorJoão Francisco Guerreiro
© Filipe Amorim / Global Imagens

O jornalista João Francisco Guerreiro resume a carta enviada por Centeno.

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"A suspensão de fundos europeus teria um forte impacto na economia portuguesa, uma vez que afetaria a confiança e os planos de investimentos, muitos dos quais dependem de fundos europeus", alerta o ministro na carta a que a TSF teve acesso.

Centeno avisa "a mera possibilidade" de Bruxelas avançar para a suspensão de fundos, é portadora de "incerteza" para a economia, que se traduz em "efeitos negativos para investimento, crescimento e consequentemente para a robustez das finanças públicas".

Na carta, o governante considera ainda que a suspensão de fundos viria "dificultar a capacidade do país para implementar o Programa Nacional de Reformas". Além disso, tornar-se-ia "muito mais duro" cumprir o Pacto de Estabilidade e Crescimento, numa altura em que "o governo está a implementar as medidas necessárias para alcançar 2,5% de défice em 2016".

Mário Centeno apela a uma decisão "justa e inteligente" da parte dos eurodeputados, salientando que a suspensão dos fundos teria um "impacto direto e negativo sobre os cidadãos, empresas e sobre a economia como um todo".

Ouvido pela TSF, o eurodeputado do PSD Paulo Rangel aplaude a iniciativa do ministro.

Paulo Rangel diz que a carta de Centeno está muito bem estruturada.

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Na leitura do CDS - PP, o eurodeputado Nuno Melo diz que o Governo escusava de escrever esta carta.

Para Nuno Melo esta carta não acrescenta nada.

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Marisa Matias, eurodeputada do Bloco de Esquerda, sublinha que é sempre positivo deixar clara a posição que se defende e espera que a posição de Portugal faça com que o bom senso prevaleça.

Marisa Matias diz que é sempre positivo mostrar a Bruxelas que há muitas opiniões sobre a questão dos fundos.

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Esta tarde, em declarações em Bruxelas, à margem de um conselho de Assuntos Gerais, no qual o tema também foi abordado, a secretária de estado dos Assuntos Europeus admitiu a possibilidade dos apelos ao Parlamento Europeu e noutras instâncias de Bruxelas não se ficarem por aqui.

Margarida Marques não afasta a possibilidade do um dos membros do governo se deslocar ao Parlamento Europeu para dar as "todas explicações que forem necessárias"

"Estamos sempre abertos a dialogar com o Parlamento e a responder a todas as questões que o Parlamento considere oportunas. Da parte do governo já houve alguma iniciativa e há uma disponibilidade para responder ao Parlamento Europeu em todas as questões que o Parlamento Europeu considerar oportuno", afirmou.

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