Banif. BCE recusa explicar porque rejeitou banco de transição

Deputados insistiram com Carlos Costa, mas ainda não conhecem o motivo pelo qual a solução para o Banif foi diferente da do BES. Recusa de Frankfurt e "dever de reserva" impedem divulgação.

É uma das questões mais importantes na história do Banif, e continua sem resposta: porque é que não foi criado um banco de transição, como foi feito no caso do BES (com a criação do Novo Banco)?

Ouça a reportagem de Hugo Neutel

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A recusa do Mecanismo Único de Supervisão (MUS), composto pelo Banco Central Europeu (BCE), que tem na sua alçada os bancos maiores de cada país do Euro, e pelos bancos centrais nacionais, responsáveis pela supervisão dos bancos mais pequenos, é conhecida.

O que o país continua sem conhecer é a razão que sustenta essa decisão, e essa falta ficou patente na terceira e última audição de Carlos Costa na Comissão Parlamentar de Inquérito: "O Banco de Portugal fez uma proposta de criação de um banco de transição que não foi acolhida", afirmou o governador no parlamento.

Questionado sobre a documentação que fixa essa recusa, Carlos Costa explicou que essa documentação existe e o Banco de Portugal "solicitou autorização para a divulgar, mas ela não chegou, pelo que o Banco de Portugal não a pode disponibilizar".

O governador acrescentou a este motivo o "dever de reserva" que vem com o cargo, e sublinha que criar um banco de transição "sem que nos tivesse sido atribuída uma licença bancária seria um caminho direto para a liquidação".

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