Banif tinha interessados, mas anterior governo não avançou com concurso

Em entrevista à SIC, esta terça-feira, Jorge Tomé admitiu que a venda da participação do Estado na instituição podia ter sido feita no início de 2015.

O presidente-executivo do Banif, Jorge Tomé, admitiu que a venda da participação do Estado na instituição há muito que podia ter sido feita, mas que tal não aconteceu por opção do governo de Pedro Passos Coelho. Em entrevista à SIC, o responsável considerou que o facto do governo estar, nessa altura, ocupado, com o processo de venda do Novo Banco pode ter justificado essa opção.

Nesta entrevista, Jorge Tomé defendeu ainda que não há nenhuma comparação entre o caso do Banif e o caso do BES. Considerou mesmo que a resolução do BES teve um impacto de cerca de 120 milhões de euros" no Banif, concretizou o presidente do banco.

O presidente executivo do Banif, em entrevista à SIC a dizer que a venda da participação do Estado há muito que podia ter sido feita

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O presidente-executivo do Banif, considera ainda que o BES "não cumpriu os rácios de capital e que teve de ter as contas bastante ajustadas" enquanto que o Banif tem "clareza nas contas", que "foi capitalizado pelo Estado" e que foi "objeto de uma profunda reestruturação".

Sobre o futuro do banco, Jorge Tomé acredita que serão encontrados compradores, mas admite que as restrições de tempo trazem alguma complicação para o preço.

Na sexta-feira passada, após pedidos de esclarecimento da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, o Banif confirmou que está a decorrer um "processo formal e estruturado tendente à seleção de um investidor estratégico" que compre a posição de 60% que o Estado português tem no banco. O executivo tem urgência em resolver o assunto porque em janeiro entram em vigor novas regras europeias, que no caso de uma possível resolução implicam encargos acrescidos para o Estado.

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