Banif. TVI admite erros mas rejeita culpa pelo desfecho do banco

Diretor de Informação admite que parte da notícia que deu conta do "fecho do banco" não teve fontes e resultou de uma interpretação errada da lei. Mas rejeita que TVI seja culpada pela resolução.

Foi uma audição tensa, com vários momentos de visível irritação nalguns deputados, por causa daquilo que consideraram ser a falta de esclarecimentos por parte do diretor de Informação da TVI, bem como aquilo que caracterizaram como contradições no discurso de Sérgio Figueiredo.

O jornalista considerou que o "filme do Banif tem 4 anos" e que a TVI não pode ser culpada pelo desfecho quando só entrou no enredo "no último segundo desse filme". Apesar disso, o diretor de informação da estação admitiu erros na produção da notícia emitida na noite de 13 de dezembro,

e corrigida por sete vezes durante esse serão, chegando a haver mesmo versões contraditórias entre as várias versões.

Uma dessas contradições foi a relativa à possibilidade dos depositantes acima dos 100 mil euros poderem perder o que tinham: na primeira versão isso era uma certeza; na ultima era uma impossibilidade. Figueiredo admitiu que esse pedaço de informação não teve fontes pessoais ou documentais: foi "uma interpretação" errada que a redação fez da lei relativa ao Fundo de Garantia de Depósitos, que foi depois corrigida. O jornalista lamentou ainda não ter aberto uma emissão especial para dar conta do caso, em vez de o relatar com recurso a rodapés "telegráficos" durante um programa de desporto.

Os deputados notaram ainda um detalhe relativo àquilo que Figueiredo diz ter sido uma das fontes documentais da notícia: uma carta, datada de 12 de dezembro, enviada pelo governador do Banco de Portugal ao ministério das Finanças. Essa carta só chegou ao destinatário no dia 15, mas a notícia foi transmitida no dia 13. O jogo das datas permite, pelo menos aparentemente, eliminar o ministério das Finanças como fonte da notícia.

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