Cibercrime pode custar 26 vezes o PIB de Portugal às empresas nos próximos anos

A indústria de alta tecnologia, o setor automóvel e as áreas de estudo de seres vivos são as que correm mais perigo. À escala mundial, as perdas podem ultrapassar os cinco biliões.

A dependência digital dos novos modelos de negócio supera atualmente a capacidade de introdução de medidas de prevenção contra o cibercrime. A fragilidade das portas de acesso aos domínios online pode custar 5,2 biliões de dólares de custos adicionais e perda de receitas nos próximos cinco anos. Foi o que concluiu a Accenture, com base num inquérito a mais de 1700 CEOs e executivos a nível global.

O relatório Securing the Digital Economy: Reinventing the Internet indica que uma grande variedade de ações mal-intencionadas pode ameaçar operações, inviabilizar a inovação e o crescimento do negócio. Só a indústria de alta tecnologia enfrenta um risco de perda avaliado em mais de 753 milhões de dólares. A indústria automóvel arrisca 505 milhões de dólares nos próximos cinco anos, e para as life science 642 mil milhões estão em jogo.

Apenas 30% das organizações estão muito confiante quanto à segurança da internet. Entre as empresas inquiridas, 59% admite mesmo que a internet está cada vez mais instável e não sabe como reagir para reforçar a cibersegurança.

Três quartos das empresas acreditam que impedir os ciberataques só será possível com um esforço corporativo conjunto e organizado. Caso contrário, afirma 75% dos inquiridos, as perdas não poderão ser prevenidas.

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de

Outros Artigos Recomendados