Edgar Silva diz que "Governador BdP dificilmente sairá ilibado do caso Banif"

O candidato do PCP às presidenciais, tem poucas ou nenhumas dúvidas sobre a responsabilidade de Carlos Costa e do Banco de Portugal no processo que conduziu à resolução do Banif.

Em entrevista à TSF, Edgar Silva, um antigo padre nas fileiras do PCP desde 1997, afirma que a resolução e venda do Banif é "um crime económico com dolo", já que o anterior governo "sabia que estava a provocar dano ao interesse público". O candidato presidencial dos comunistas diz ainda que esta é mais "uma escandaleira inaceitável num banco", uma situação que "não pode continuar" e que requer "uma mudança de fundo na regulação, com controlo público do Estado" sobre a banca.

Entrevista na íntegra do candidato à Presidência da República, Edgar Silva

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Quanto ao papel do governador do Banco de Portugal, Edgar Silva considera que "há responsabilidades políticas graves que devem ser apuradas", mas acrescenta que "este crime económico não envolve apenas o governo", e que "dificilmente o Banco de Portugal e o Governador se conseguirão eximir de responsabilidades em todo este processo".

Em relação à sua candidatura, Edgar Silva tem dois objetivos bem definidos. Impedir a eleição de um candidato à primeira volta, e colocar o combate à pobreza e às desigualdades no topo da agenda política e mediática. O candidato afirma que "há um desígnio nacional incontornável - a justiça social", e garante que se chegar ao Palácio de Belém vai defender "uma viragem, uma rutura de fundo" para colocar a justiça social "no centro da mobilização e dos compromissos que devem envolver a sociedade portuguesa".

Questionado sobre a eficácia, ou falta dela, da multiplicação de candidaturas no centro-esquerda e na esquerda, Edgar Silva começa por afirmar que não há demasiadas candidaturas de esquerda, até porque Sampaio da Nóvoa ou Maria de Belém não se assumem como tal. Edgar Silva acredita ainda que cada candidato à esquerda de Marcelo Rebelo de Sousa vai ajudar a mobilizar diferentes faixas de eleitorado, o que só poderá dificultar a eleição do nome apoiado por PSD e CDS à primeira volta.

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