Empresas contornam preços fixos nas garrafas de gás

Entregas em casa passaram a ser cobradas ou preço desse serviço aumentou bastante. Regulador fala numa "má prática".

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) alerta que há empresas que, depois de o Governo ter fixado um preço máximo de venda, começaram a cobrar pelas entregas de garrafas de gás em casa e outras que já faziam essa cobrança e subiram muito preço.

O preço máximo, 22 euros, definido a partir de 20 de abril, serviu para responder às consequências da pandemia, mas quem vende as garrafas estará a compensar essa limitação de outra forma.

Em comunicado, a entidade reguladora admite que o preço de entrega é livre, ou seja, as empresas podem definir o que quiserem.

Fonte oficial da ERSE acrescenta à TSF que "após a fixação administrativa de preços pelo Governo, a recebeu várias reclamações e pedidos de informação relativamente ao facto de estar a ser cobrado um valor pela entrega das garrafas em casa dos consumidores".

Nomeadamente, surgiram dois tipos de reclamações e pedidos de informações: "umas, relatando o aumento do preço do serviço que já era prestado e outras que relatavam que o serviço, que era gratuito, passou a ser cobrado".

A ERSE considera estas novas políticas de preços "uma má prática" pois os comercializadores começaram a cobrar pela entrega da garrafa ao domicilio quando antes isso não acontecia ou subiram o preço desse serviço".

Os preços de entrega em causa "variam entre os 3 e os 6 euros, o que em alguns casos acaba por ser a diferença entre o preço da garrafa agora fixado administrativamente e o preço praticado anteriormente".

Perante este cenário, a ERSE deixa alguns conselhos: sempre que possam, os consumidores devem ir "buscar a garrafa diretamente à sua loja habitual" ou pedir "a alguém de confiança que o faça".

Se a loja estiver encerrada, o cliente pode ainda trocar a garrafa de gás num posto de abastecimento de combustíveis ou num hipermercado por perto.

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