Fábrica de bolachas Triunfo vai fechar, sindicato fala em cerca de 100 despedimentos

A empresa Mondeléz anunciou que vai transferir, em 2016, a unidade de Mem Martins, em Sintra, para a República Checa. Um fecho que vai implicar o despedimento de cerca de uma centena de trabalhadores.

A Mondeléz Internacional, que sucedeu à Kraft Foods, é dona das marcas Triunfo e Proalimentar, produzidas na fábrica do concelho de Sintra, e detentora das bolachas Oreo e dos chocolates Cadbury.

Em comunicado, a empresa considerou que a unidade de Mem Martins utiliza "apenas 35% da sua capacidade de produção, um cenário que se verifica já desde 2012". Acrescentando que, nos últimos três anos, investiu cerca de quatro milhões de euros na aquisição de equipamento e transferiu volume de produção de outras marcas para Portugal, com o objetivo de impulsionar a produção na fábrica nacional, mas não conseguiu "os níveis de eficiência adequados". Por isso, conclui, na mesma nota, "a maioria da produção da fábrica portuguesa vai ser transferida para a fábrica de Opava na República Checa".

Em comunicado o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos (Sintab), "já manifestou a sua discordância face à deslocalização do nosso país, desta unidade fabril, provocando a destruição de cerca de uma centena de postos de trabalho".

O sindicalista Fernando Rodrigues diz que a notícia apanhou todos de surpresa.

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O sindicalista diz que com esta deslocalização, cerca de 100 trabalhadores vão ficar sem emprego.

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À TSF, Fernando Rodrigues, do Sintab, confessa que o sindicato foi apanhado de surpresa quando se reuniu com a administração da empresa.

O responsável sindical adiantou, que para além dos cerca de 100 despedimentos, o encerramento da fábrica terá ainda consequências para outras unidades portuguesas fornecedoras de matérias-primas.

O sindicato vai promover plenários de trabalhadores e pedir audiências aos grupos parlamentares da Assembleia da República para contestar o encerramento da fábrica, e pedir a intervenção da Câmara de Sintra.

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