TAP

Governo: Apesar dos serviços mínimos, greve da TAP prejudica economia

Os serviços mínimos decretados pelo Tribunal Arbitral "não permitem aligeirar o impacto" da greve dos pilotos da TAP e da Portugália na economia portuguesa, afirmou hoje o ministro da Economia.

"Os serviços mínimos não permitem nem pouco mais ou menos aligeirar o impacto, para a economia portuguesa, de uma greve com estas características", disse o ministro Pires de Lima aos jornalistas, quando questionado sobre a greve dos pilotos da TAP e da Portugália, à saída da abertura do XXIII fórum da AICEP - Associação Internacional das Comunicações de Expressão Portuguesa, no Palácio Nacional de Queluz.

O ministro acrescentou ainda que a TAP "não pode estar refém de um conjunto de dirigentes sindicais e um consultor", acrescentando que lamenta a insistência na greve, marcada para os dias de 01 a 10 de maio.

"Lamento que a direção do sindicato dos pilotos insista nesta greve, não honrando a palavra que deu aos outros sindicatos, ao Governo e à administração da TAP, no acordo que assinámos no dia 23 de dezembro", sublinhou. Pires de Lima disse também estar "muito preocupado" com os efeitos da greve na companhia aérea e no setor do turismo.

Os pilotos da TAP marcaram uma greve, entre 1 e 10 de maio, por considerarem que o Governo não está a cumprir o acordo assinado em dezembro de 2014, nem um outro, estabelecido em 1999, que lhes dava direito a uma participação no capital da empresa no âmbito da privatização.

O Tribunal Arbitral decidiu hoje que os serviços mínimos para a greve de pilotos incluem a realização de voos para Açores, Madeira, Brasil, Angola, Moçambique e sete cidades europeias.

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