ERSE investiga empresas de gás e eletricidade por enganarem clientes

Desde janeiro do ano passado, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos abriu 13 processos de contraordenação a seis empresas por suspeitas de práticas comerciais ilegais.

São casos em que o cliente se apercebe que a empresa fornecedora de gás e de eletricidade mudou sem que tivessem assinado um contrato ou situações em que os consumidores são levados ao engano por agentes comerciais para alterar o contrato.

Dos 13 processos de contraordenação que a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) abriu desde janeiro de 2017, quatro já foram fechados e nove estão em fase de inquérito. O regulador adianta ao Jornal Económico que alguns destes processos foram enviados para o Ministério Público.

Os clientes relatam situações em que os comerciais das empresas não se identificam ou se fazem passam por funcionários da EDP. Há também contratos celebrados sem o conhecimento do consumidor... e até casos de suspeitas de falsificação de assinaturas.

Nos últimos sete meses, a ERSE já recebeu mais de 266 queixas relacionadas com uma mudança involuntária de empresa de energia. Ainda assim, uma queda em relação ao mesmo período ano passado, quando foram registadas 360.

Já no Portal da Queixa , na Internet, as reclamações aumentaram e a Endesa é o principal alvo com 547 queixas nos primeiros sete meses deste ano, que comparam com cerca de 200 no ano passado. Segue-se a Iberdrola, com 67 reclamações este ano (nos primeiros sete meses do ano passado tiveram 35).

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