Estivadores e operadores continuam de costas voltadas

A reunião pretendia estabelecer um acordo para os serviços mínimos durante o prolongamento da greve dos estivadores. O encontro acabou sem consenso. A paralisação continua a pairar no Porto de Lisboa.

Assim que anunciaram o prolongamento da greve até 27 de maio, os estivadores foram convocados pelo Ministério do Trabalho para uma reunião, onde se iriam discutir os serviços mínimos para estes novos dias de paralisação.

António Mariano acusa as empresas de tudo terem feito para provocar a greve

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O encontro decorreu, ontem, mas terminou sem acordo. À TSF, António Mariano, do Sindicato dos Estivadores, explica que os serviços mínimos propostos eram "excessivos". Sem querer alongar-se mais sobre esta questão, António Mariano diz que agora resta esperar pela decisão do governo que pode prolongar o decreto que está atualmente em vigor.

Sobre a greve que teve início em meados de abril, o sindicalista considera que o protesto está a ser aproveitado pelas empresas portuárias para promover um "campanha de intoxicação contra os estivadores". António Mariano admite que a greve está a provocar "danos colaterais", mas diz que os estivadores não podem ceder já que o objetivo das empresas portuárias é dar espaço a novas empresas com salários mais baixos, cerca de um terço do que recebem, em média, os estivadores no ativo.

À TSF, António Mariano, do Sindicato dos Estivadores, garante que apesar da luta dos trabalhadores, os serviços mínimos que foram decretados pelo governo estão estão a garantir transporte de bens essenciais. O responsável sindical acusa, ainda, as empresas portuárias de serem as culpadas da greve, já que insistem em contratar trabalhadores de empresas externas.

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