Estudo de impacto ambiental dá luz verde ao aeroporto do Montijo

O estudo pedido pela ANA Aeroportos revela que os impactos encontrados são pouco significativos, não colocando em causa a localização do novo aeroporto. Deve ser entregue ainda esta semana ao Governo.

Sem surpresa, o estudo indica que a fauna e a flora são as vertentes que têm de ser olhadas com mais pormenor no caso do Montijo.

O administrador da ANA Aeroportos, Thierry Ligonnière, garante ao Jornal de Negócios que impactos analisados pela empresa responsável pelo estudo são na grande maioria pouco significativos e não colocam em causa a localização do aeroporto.

O administrador da ANA explica ainda que o documento que deverá ser entregue esta semana ao Governo acaba também por admitir um impacto pouco significativo na questão do ambiente sonoro, recomendando um plano específico de isolamento em algumas instalações, como é o caso das escolas ou um novo pavimento e barreiras acústicas no acesso à autoestrada que liga o norte de Lisboa a Setúbal.

A empresa que elaborou o estudo de impacto ambiental propõe ainda que, à semelhança do que já acontece em Lisboa e em Faro, também ali seja utilizada falcoaria para afastar as aves do futuro aeroporto e recomenda uma sensibilização acrescida aos pescadores e agricultores para uma gestão dos resíduos da pesca, da apanha do marisco e da agricultura, considerados uma atração para as aves em busca de alimento.

Quanto ao impacto socioeconómico na região, a empresa que elaborou o documento refere que a construção do aeroporto no Montijo tem um impacto muito positivo, estimando a criação de 800 a 900 empregos diretos e indiretos por um milhão de passageiros.

Depois de entregue, o estudo de impacto ambiental deve ser analisado pela Agência Portuguesa do Ambiente durante cerca de seis meses. As obras de construção do novo aeroporto do Montijo podem arrancar em meados do próximo ano, para ficarem concluídas em 2022.

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