Fiat Chrysler quer fusão com Renault para liderar mercado mundial

A proposta da Fiat é de que ambas as empresas fiquem a deter 50% do negócio combinado.

A Fiat Chrysler fez uma proposta de união à empresa francesa Renault, para que ambas as multinacionais fiquem com 50% do negócio combinado.

A intenção da Fiat é a criação de um líder do ramo automóvel a nível global, com vendas a ascenderem aos 8,7 milhões de veículos. E a verdade é, apesar de o casamento ainda não ter sido celebrado, o anúncio da marca italiana já fez disparar o valor das ações de ambas as empresas.

A consumar-se a união de facto, a Fiat Chrysler prevê que o negócio resultante atinja uma "forte posição na transformação de tecnologias, incluindo eletrificação e condução autónoma." E, contas feitas, para além de correrem juntas até à meta da inovação de sistemas elétricos, os resultados financeiros de 2018 das duas empresas combinados trariam uma receita anual de 170 mil milhões de euros, com lucro líquido de mais de oito mil milhões na moeda única.

A multinacional tomou ainda a iniciativa de esclarecer que nenhuma fábrica encerraria, na sequência da fusão, pelo que os empregos na linha de produção seriam assim salvaguardados.

Combinar esforços significaria, para as duas empresas, a poupança de cinco mil milhões de euros em investigação e desenvolvimento de novas tecnologias em comum, bem como do próprio material de montagem.

Para além do topo do mundo na indústria automóvel, a nova empresa ocuparia uma sede na Holanda, listada nas bolsas de Milão, Paris e Nova Iorque.

Para tornar a fusão possível, não haveria acordos de separação de bens: a Fiat, que possui mais dividendos, comprometer-se-ia a pagar 2,5 mil milhões de euros.

A Nissan também tem uma palavra a dizer

Se os planos saírem do papel, a Nissan e o Governo francês ficarão com cerca de 7,5% da nova empresa fundida. A Renault já tem uma aliança com a Nissan do Japão, na qual os custos de pesquisa e das peças são partilhados. A Renault possui 43,4% das ações da Nissan e a a empresa nipónica é detentora de 15% da Renault.

Uma porta-voz do Executivo de França já admitiu ser favorável à junção, mas necessita de saber mais detalhes antes da aprovação final.

Em vendas, a nova empresa será a número quatro na América do Norte, número dois na Europa, Médio Oriente e África, e a líder de vendas na América Latina.

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