FMI. Bancos ainda têm pessoal e balcões a mais

FMI avisa que Portugal e Itália são os países com sistemas financeiros de maior risco na Europa. Crédito malparado português é o segundo maior e tem de ser solucionado.

No campeonato dos sistemas financeiros com maior peso do crédito malparado no total dos empréstimos, Portugal fica em segundo: os créditos de mau desempenho representam 12,6% do total. Pior que Portugal, só a Irlanda, onde os chamados NPL (Non-Performing Loans) representam 14,6% dos empréstimos. Itália tem 12,2%.

A quarta posição é ocupada por Espanha, que, ainda assim, tem apenas 5,7% de créditos malparados. Os países com melhores rácios (1%) são a Suécia e o Reino Unido.

O panorama leva o Fundo Monetário Internacional a escrever, no Relatório de Estabilidade Financeira Global, apresentado pelo antigo ministro das Finanças Vítor Gaspar, que "resolver este problema deverá trazer benefícios importantes. As instituições que lidaram adequadamente com os NPL vão ter no futuro menos necessidade de fazer provisões [constituir almofadas contabilísticas]".

O FMI dá os exemplos irlandês e espanhol como de sistemas que fizeram bons desenvolvimentos e, no extremo oposto, refere-se a Portugal e Itália como aqueles onde houve menos progressos, alertando para a necessidade de os fazer, e sublinhando que nestes dois países "o número de balcões e de pessoal continua a ser alto em relação aos ativos das instituições".

O FMI reconhece, no entanto, as evoluções recentes no sistema bancário, como a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, as negociações com vista à venda do Novo Banco, a injeção de capital privado no BCP e a tomada do BPI pelo Caixabank.

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