Foi por se considerar a inovação "sacrossanta" que se chegou à crise financeira

'Fintech' estiveram no centro das atenções de uma conferênca do Banco de Portugal e Fernando Ulrich e Paulo Macedo concordam que tem de haver regras para esse tipo de empresas.

O 'chairman' do BPI, Fernando Ulrich, defendeu esta terça-feira que as 'fintech' devem ser reguladas e que foi por a inovação ter sido considerada "sacrossanta" que se chegou à crise financeira.

O presidente do Conselho de Administração do BPI falava no âmbito da conferência "Quatro anos de Mecanismo Único de Supervisão: lições e desafios futuros", organizada pelo Banco de Portugal, em Lisboa.

"Gostava de lembrar que foi por se considerar a inovação sacrossanta" que se chegou "à crise financeira", disse o 'chairman' do BPI, quando instado a comentar sobre as 'fintech' (empresas tecnológicas de serviços financeiros).

"Temos de regular", porque "quem faz a mesma coisa tem de ser tratado da mesma forma", defendeu Fernando Ulrich.

Também o presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, considerou que as 'fintech' que concorrem com a banca devem ter regras.

As 'fintech' "qualquer dia levam o crédito ao consumo, parte do crédito à habitação e os bancos ficam com os depósitos", disse o presidente da CGD.

"Tenho apreço pelas 'fintech'", mas é preciso "ter regras", considerou.

Por sua vez, o presidente executivo do BCP, Miguel Maya, apontou como principais riscos "o tema do digital e da cibersegurança".

Isto porque o "grau de exposição e de interdependência num ataque" informático "pode ter consequências desastrosas no sistema", disse, referindo o exemplo do recente 'apagão' bancário em Moçambique.

"Gosto imenso das 'fintech'", afirmou, salientando que o importante é assegurar "uma uniformização no 'level playing field' das mesmas regras para os mesmos riscos".

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