Trabalhadores da Administração Pública ameaçam com greve

A Frente Comum exige que o governo apresente uma proposta aos trabalhadores até à próxima sexta-feira, caso contrário, avança para uma greve nacional.

A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública disse esta terça-feira que irá marcar uma greve nacional se, até à próxima sexta-feira, o governo não apresentar propostas de aumentos salariais para o próximo ano.

"Das reuniões com o governo não tem vindo nada de novo, pelo contrário. E se o Governo não inverter a situação, não descongelar salários, não fizer propostas de aumentos salariais, não fizer o descongelamento de posição remuneratória para todos [...], a Frente Comum avançará com uma grande greve nacional", disse a coordenadora da estrutura, Ana Avoila, em conferência de imprensa em Lisboa.

A Frente Comum exige aumentos salariais de 4% para o próximo ano, com um mínimo de 60 euros para todos os trabalhadores.

A coordenadora da estrutura ligada à CGTP quer que, além das melhorias salariais, o governo apresente propostas para que todos os trabalhadores cumpram 35 horas de trabalho semanal (incluindo os que têm contrato individual de trabalho) e que o subsídio de refeição deixe de ser sujeito a impostos.

Ana Avoila considerou que a vitória do PS nas eleições autárquicas de domingo dá ao Governo "mais responsabilidades para responder às expectativas" dos trabalhadores.

Os sindicatos da Frente Comum têm 380 mil associados. Contudo, um pré-aviso de greve abrangeria todos os trabalhadores, independentemente de serem sindicalizados.

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