Grandes empresas dos EUA têm 1,2 mil milhões de euros em paraísos fiscais

Em seis anos, as 50 grandes empresas norte-americanas, incluindo a Apple, puseram cerca de 1,2 mil milhões de euros em paraísos fiscais para reduzir impostos. O valor está num estudo da Oxfam.

Este montante transitou por uma rede "opaca e secreta" de 160 filiais em paraísos fiscais, afirma o documento divulgado pouco depois das revelações dos "Papéis do Panamá".

Durante o período em causa, as empresas foram "as principais beneficiárias de apoio dos contribuintes" norte-americanos, tendo recebido 11 mil milhões de dólares de fundos públicos através de garantias de empréstimos ou ajudas federais indiretas, indica o relatório da organização.

"As enormes quantias que as grandes empresas reuniram em paraísos fiscais deviam ser utilizadas para combater a pobreza e reconstruir as infraestruturas nos Estados Unidos em vez de estarem dissimuladas em paraísos fiscais no Panamá, nas Bahamas ou nas Ilhas Caimão", afirmou Raymond Offenheiser, presidente da Oxfam America, citado no comunicado.

Segundo o relatório, citado pela AFP, a Apple figura no topo desta lista de empresas, com 181 mil milhões de dólares em paraísos fiscais, seguindo-se a General Electric (119 mil milhões), a Microsoft (108 mil milhões) e a Pfizer (74 mil milhões).

De acordo com os números do relatório da Oxfam, a evasão fiscal das multinacionais custaria 111 mil milhões de dólares às finanças públicas norte-americanas e priva os países pobres de 100 mil milhões de dólares em receitas fiscais.

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