Greve na Autoeuropa é "jogada política clássica"

Torres Couto, antigo secretário-geral da UGT, concorda com António Chora e não tem dúvidas que a paralisação é uma tentativa do PCP ganhar espaço negocial com o Governo.

A situação que a Autoeuropa está a viver "é extremamente grave e preocupante". Quem o diz é Torres Couto, antigo secretário-geral da UGT, que felicita a CGTP e Arménio Carlos pela vitória, lembrando, no entanto, que poderá ser "uma tremenda vitória de Pirro".

O antigo secretário-geral da UGT concorda com as declarações de António Chora, que fala num assalto ao castelo na Autoeuropa por parte do PCP e da UGT. "Claro que é, não tenho nenhuma dúvida. O que está por detrás disto é uma tentativa da CGTP e através dela o PCP ganhar espaço negocial com o Governo. Convém não esquecer que Chora era do BE e agora o PCP tomou as rédeas da empresa. É uma jogada política clássica, já assisti a ela muitas vezes, mas nessa altura houve sempre um perdedor, os trabalhadores dessas empresas que acabaram por ir para o desemprego".

O histórico dirigente sindical diz que este dia de greve marca o fim de uma era na Autoeuropa. "É o dia zero na Autoeuropa porque a partir de hoje nada mais será como dantes. A paz laboral foi uma conquista de décadas e esteve no crescimento da empresa e a partir de hoje sofreu um enorme revés. A greve não pode ser utilizada com a mesma irresponsabilidade com que a Coreia do Norte lança mísseis para o Japão".

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