Injeção inicial no Novo Banco foi "claramente insuficiente"

Presidente do Novo Banco entende que os 4,9 mil milhões injetados na criação do Novo Banco foram "claramente insuficientes" e realça que já foi recuperado um terço dos créditos mediáticos problemáticos.

António Ramalho afirma que a injeção inicial de 4,9 mil milhões de euros no momento da criação do Novo Banco (NB) em 2014 ficou aquém das necessidades da instituição.

Escutado na comissão parlamentar de orçamento e finanças, o presidente do NB afirmou que "os 4,9 mil milhões que era o dinheiro do colapso do BES e que se decidiu afetar para a operação normal do banco foram claramente insuficientes".

António Ramalho justificou esta opinião com dois fatores: "As exigências regulatórias mudaram de forma drástica e as imparidades que foram realizadas - e era antecipável que o fossem - notaram-se desde logo."

O presidente executivo do Novo Banco afirmou também que a instituição já recuperou cerca de um terço do valor dos créditos mediáticos problemáticos - que o presidente da comissão de acompanhamento afirmou serem de difícil resolução, que iria ser necessária "muita coragem" para abordar.

António Ramalho revelou que os "44 créditos de espírito mediático valiam em junho de 2016 4.2 mil milhões, e já recuperámos 1,5 mil milhões líquidos, dos quais 500 milhões em imóveis e mil milhões em dinheiro".

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