Interesse nacional da CGD não se mede por ser "o mais barato"

Paulo Macedo acredita que há "muita confusão" na ideia de missão do banco público.

O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, disse esta quinta-feira que "o interesse nacional" da instituição não se mede por ter que ser "o mais barato entre os outros todos".

"Há uma missão para a Caixa enquanto banco público mas há muita confusão neste aspeto. Tentamos aqui um equilíbrio sabendo que somos fundamentais hoje, como fomos no passado, para satisfazer as necessidades das famílias e das empresas. [...] Há uma certeza que eu tenho, é que não é por ter uma agência ou por ter que ser o banco mais barato entre os outros todos que é o interesse nacional. Isso não é interesse para ninguém", disse o responsável.

Paulo Macedo falava hoje no Fórum Banca, em Lisboa, uma conferência organizada pelo Jornal Económico e a PwC, em que participavam os seus homólogos do Millenium BCP, Miguel Maya, Novo Banco, António Ramalho, e Crédito Agrícola, Licínio Pina.

"É claro que a caixa está integrada no mercado, tem que ser concorrencial e tem que ter práticas concorrenciais. No entanto, não ignora que é um banco público", disse.

No evento, o líder do BCP, Miguel Maya, salientou que o futuro da instituição passa pela inovação e pela "capacidade de apresentar novas soluções aos clientes".

"Não vemos a inovação financeira como uma intrujice", disse o responsável referindo que não é a atividade das Fintech que preocupa o setor, mas sim "os grandes operadores, as grandes tecnológicas" e as garantias que estão todos a agir mediante as mesmas regras, de forma a assegurar que não haja "arbitragem regulatória".

"Quando abrimos uma conta em dois minutos temos que ter a certeza que ficamos com a informação suficiente sobre o cliente", disse.

Já o presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), Fernando Faria de Oliveira, defendeu que os bancos exigem a "neutralidade regulatória" entre os operadores financeiros, bancos tradicionais e 'fintech'.

"Tem de ser garantido um 'level-playing field' a todos os competidores. Mesma atividade, mesmos riscos, mesmas regras, mesma supervisão", disse Faria de Oliveira, recordando que os bancos estão sujeitos a um conjunto de requisitos extensos em matéria de governo interno, adequação de produtos, informações aos clientes e que são justificados pela sua importância para a defesa do consumidor em vertentes como a segurança financeira, a transparência e a proteção de dados.

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