A REN "está bem assim", privada. Quem o diz é Rodrigo Costa

O presidente da REN não vê nenhuma vantagem em que o Estado volte a ser acionista da empresa que gere a rede energética.

A REN (Redes Energéticas Nacionais) foi privatizada na totalidade durante a intervenção da Troika e têm aparecido noticias que dão conta do interesse do Governo socialista em comprar uma participação na empresa. Mas, Rodrigo Costa adianta que essas noticias são rumores e desconhece se algum dos grande acionistas tem interesse em voltar a vender ao Estado.

O presidente da Comissão executiva (CEO) da REN, Rodrigo Costa, ouvido esta terça-feira na Comissão Parlamentar de Inquérito às rendas excessivas foi questionado pelo PSD e pelo CDS sobre as notícias que dão conta do interesse do Governo em comprar ações da REN.

Rodrigo Costa diz que não vê "nenhuma vantagem ou necessidade de que o Estado volte a ser acionista da empresa".

O CEO da empresa diz mesmo que a REN era "uma empresa que quando estava na esfera do Estado tinha enorme dificuldade de tesouraria, tinha complexas dificuldades financeiras. Cumprimos todas as nossas obrigações e somos um bom exemplo e portanto, a empresa está bem assim".

Para mais, "o Estado tem controlo total sobre aquilo que nós fazemos" quer antes quer depois.

Questionado sobre o impacto destas notícias no desempenho da empresa, Rodrigo Costa sublinha que "quando há tempestade, quando há incêndios, essas coisas perturbam mais do este tipo de rumor. Fazem-nos (os investidores) perguntas mas não se passou nada de especial com o valor das ações nas últimas semanas".

Rodrigo Costa afirma não ter conhecimento de grandes acionistas da REN estarem disponíveis para vender as ações.

O CEO da REN defende mesmo que o Estado até ganha em estar fora da REN porque "o Estado tem controlo total sobre aquilo que nós fazemos" quer antes quer depois.

Sobre as rendas excessivas Rodrigo Costa, que lidera a REN desde 2015, disse que "é muito difícil estar a tentar hoje classificar contratos que foram feitos há tantos anos. Eu não estava lá".

E por não ter lá estado o atual CEO não sabe se a revisão do contrato de concessão, até 2057 foi celebrado antes ou depois da privatização.

Sobre o contrato de concessão o que Rodrigo Costa sabe é que "a remuneração da REN não é uma remuneração vitalícia. Ela é revista de três em três anos pela ERSE [Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos]. Ela é ajustada, é analisada, é feito um sem número de cálculos e está longe de ser a mais generosa face às suas congéneres". E, "longe também de ser alvo de crítica face àquilo que o Estado paga", conclui.

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