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Abdul Vakil diz que se esforçou para responder às dúvidas do Banco de Portugal

Abdul Vakil garantiu, esta sexta-feira, que fez todos os esforços para responder às muitas dúvidas do Banco de Portugal. O antigo presidente do Banco Português de Negócios (BPN) mostrou ainda algumas divergências relativamente à a Miguel Cadilhe.

Quando assumiu funções no BPN, Abdul Vakil, que substituiu Oliveira e Costa, quando este saiu da instituição em Fevereiro apresentando motivos de doença, tinha à sua espera 157 pedidos de esclarecimento feitos pelo Banco de Portugal.

O antigo presidente do BPN disse que nessa altura foi avisado pelo supervisor que se o banco não actuasse «satisfatoriamente quanto às respostas», a instituição bancária podia ser proibida de «receber depósitos e de praticar o crédito», o que constitui uma «sanção bastante penosa».

Perante os deputados da comissão parlamentar de inquérito ao caso BPN, o antigo administrador do banco garantiu que se esforçou para responder às perguntas do Banco de Portugal e adiantou que logo no início do seu trabalho no BPN encontrou algumas barreiras, como o facto de ter-lhe sido recusada a realização de uma auditoria externa ao banco.

«O Banco de Portugal não é adivinho. Se as pessoas quiserem esconder coisas, a supervisão não vai adivinhar», considerou ainda Abdul Vakil, um dia depois de Miguel Cadilhe, também antigo presidente do BPN, ter criticado a entidade supervisora.

Evitando dar uma opinião sobre a nacionalização, Abdul Vakil afirmou que era necessária uma «intervenção». «Se ela passa por nacionalização ou não trata-se de um problema politico», rematou.