Economia

Aeroporto do Montijo: "Uma terceira travessia do Tejo seria um disparate"

Nunes da Silva, professor de Urbanismo e Transportes, defende a utilização das infraestruturas já existentes em Portugal e considera que seria "um erro" construir uma nova ponte.

A rede de transportes para assegurar as ligações a um possível aeroporto na base aérea do Montijo deve ser devidamente planeada, mas Nunes da Silva descarta desde logo a necessidade de Portugal construir novas infraestruturas.

O professor de Urbanismo e Transportes do Instituto Superior Técnico considera que, por exemplo, a construção da terceira travessia do Tejo seria "completamente um disparate" e espera que o país não volte "a enveredar pelos anos loucos de fazer auto estradas que não têm trafego nenhum ou pontes que depois acabem por não ter tráfego suficiente, quando existe capacidade de reserva na ponte 25 de Abril e na ponte Vasco da Gama".

O ex-vereador da Mobilidade da Câmara de Lisboa sublinha que um novo aeroporto no Montijo será uma "grande oportunidade" para o transporte fluvial, lembrando que fazer a travessia do Tejo de barco, para além de ser "um espetáculo" é "fiável e rápida".

Nunes da Silva considera ainda que seria possível colocar novamente em funcionamento a estação fluvial do Parque das Nações que esteve a funcionar durante a Expo 98.

Um outro aspeto que deve ser ponderado será a "recuperação do terminal de comboios entre o Pinhal Novo e o Montijo" para que a ligação seja alargada a praticamente todo o país. O especialista em transportes lembra também que será necessário alargar a rede de autocarros de autocarros de forma a rentabilizar as duas pontes já existentes.

  COMENTÁRIOS