Passos Pedro Passos Coelho defendeu, esta tarde, que só Portugal pode resolver o problema do crédito malparado e garantiu que é "uma história da carochinha" convencer as pessoas que o problema "vai ser resolvido milagrosamente pela Europa", tal como a dívida.
Durante um almoço com empresários em Lisboa, o presidente do PSD salientou que nos quatro anos em que esteve no governo o sistema bancário limpou mais de 20 mil milhões de euros em imparidades de crédito malparado e considerou que a estratégia para resolver o restante é seguindo o mesmo caminho.
Declarações de Pedro Passos Coelho
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"Uma solução para limpar crédito malparado ou custa dinheiro ao Estado e aos contribuintes, ou custa dinheiro aos acionistas dos bancos ou custa dinheiros às empresas ou custa dinheiro aos clientes dos bancos", disse, acrescentando que "como o problema existe, faz sentido que o custo possa ser diluído e com a maior justiça possível".
Para Pedro Passos Coelho, "dizer que milagrosamente o problema se vai resolver porque na Europa se vai arranjar uma maneira de o resolver é a mesma conversa da carochinha", como no caso da reestruturação da dívida, "é acharmos que alguém paga por nós e isso não existe".
Respondendo, de seguida, às questões deixadas pelos empresários presentes, Passos garantiu ser defensor da estabilidade governativa e disse acreditar que "é preciso dar tempo" para que as políticas sejam compreendidas.
"A minha confiança em que o PSD pode ter um bom resultado para o futuro resulta da minha confiança de que a equação como está a ser gerida não é sustentável", afirmou o presidente social-democrata, concluindo que se o PS se vir confrontado com uma "tentativa mais arrojada" do BE e do PCP "é um problema do PS", lembrando que o PSD não aceita "ser muleta" do atual executivo.