Ao contrário do Banco CTT, que continua a crescer, lucros dos CTT estão em queda

Empresa garante que indemnizações pagas por rescisão de contratos de trabalho influenciaram números dos CTT.

O lucro dos CTT em 2018 caiu 28%, face a 2017, para cerca de 19,6 milhões de euros. A empresa realça que os resultados são influenciados pelas "indemnizações pagas por rescisão de contratos de trabalho por mútuo acordo".

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), os CTT referem que o resultado líquido reportado diminuiu 7,6 milhões de euros em 2018, face a 2017, ou seja, menos 28%, "influenciado pelas indemnizações pagas por rescisão de contratos de trabalho por mútuo acordo de 20,7 milhões de euros (+6,1 milhões de euros), sobretudo no âmbito do Plano de Transformação Operacional".

Os rendimentos operacionais subiram 1,4% no período em análise, para 708 milhões de euros, e o resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) ficou quase inalterado, ao avançar ligeiros 0,6% para 90,4 milhões de euros.

Ao contrário do negócio tradicional dos correios que continua a diminuir - reduziu quase 8% - há uma compensação pelo aumento das encomendas por via do comércio eletrónico.

Já no que diz respeito ao Banco CTT, a instituição financeira continua a crescer. Até ao momento o banco já tem 430 mil clientes, quase 900 milhões de euros em depósitos e 240 milhões concedidos em crédito à habitação.

Na apresentação dos resultados dos CTT, o presidente da empresa, Francisco Lacerda, assegurou que "os CTT não mentem, não mentem aos consumidores, às autoridades ou à população".

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