Economia

Passe familiar único só chega em julho. Medina diz que há "questões técnicas" por resolver

Novo título custará até 80 euros e será valido para todos os membros do agregado familiar.

O novo passe único familiar não chegará antes de julho. O anúncio foi feito, esta segunda-feira, pelo presidente da Área Metropolitana de Lisboa (AML), Fernando Medina, na cerimónia pública de assinatura dos contratos que estabelecem a criação de um passe único nos 18 concelhos da Grande Lisboa.

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O novo título agregará os passes dos membros da mesma família, independentemente do seu número, e que custará, no máximo, 80 euros para viajar na AML e 60 euros para viajar dentro de cada concelho.

"Por questões técnicas, [o passe familiar] precisa ainda de ser operacionalizado, para ser simples e ser desburocratizado", justificou Fernando Medina.

Já a 26 de março, no entanto, avança o passe único em duas configurações: o Navegante Municipal - que custará 30 euros, permitindo viagens dentro de cada concelho - e o Navegante Metropolitano - que custará 40 euros, permitindo deslocações nos meios de transporte públicos em toda a área metropolitana.

Com o novo passe, as crianças podem viajar gratuitamente em toda a AML até ao último dia dos seus 12 anos, o que atualmente só acontecia no concelho de Lisboa. Serão mantidos os descontos para estudantes, reformados e carenciados.

O novo passe é mensal (válido por um mês, a partir do seu primeiro dia).

Fernando Medina assumiu como objetivo coletivo "recuperar o atraso das duas últimas décadas" em matéria de mobilidade, pretendendo, nos próximos dez anos, aumentar a quota do transporte público de 25% para 35%.

O autarca destaca a missão de aumentar a quota da mobilidade realizada por transporte público durante a próxima década, "o que significará um aumento de 40%, mais de 200 mil pessoas ou mais 500 mil viagens diárias em transporte público".

A AML define três pilares para "centrar a mobilidade no transporte público de qualidade": a simplificação e redução dos tarifários, o reforço e qualificação da oferta, e a integração e passagem para a área metropolitana da gestão e da autoridade de todos os meios de transporte a nível suburbano.

Medina lembrou que, ao longo de três décadas, o transporte público perdeu "quase metade" em termos de mobilidade e "o automóvel cresceu, sistematicamente, década após década, incluindo na última, em mais de 35 pontos percentuais".

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