Ativistas vão "forçar entrega" de memorando a António Costa

A "Plataforma Cívica Aeroporto BA6 Não", que se manifesta contra o aeroporto do Montijo, lamenta que só o Governo não tenha aceitado reunir. Apela aos deputados que não deixem perguntas por fazer.

No dia em que se realiza a cerimónia de assinatura do acordo entre o Estado e a ANA - Aeroportos de Portugal para o financiamento do novo aeroporto do Montijo e das alterações ao aeroporto Humberto Delgado, a "Plataforma Cívica Aeroporto BA6 Não", que tem lutado contra o futuro aeroporto do Montijo, admite tentar "forçar a entrega" de um memorando ao primeiro-ministro, António Costa.

"Queremos entregar esse memorando, nem que seja preciso colocar alguma dificuldade à comitiva do primeiro-ministro, porque o Governo é o único órgão de soberania que ainda não recebeu a plataforma", disse à TSF o porta-voz da plataforma, no parlamento, depois de uma audiência com o grupo parlamentar do CDS-PP.

Segundo José Encarnação, durante a tarde haverá uma "concentração" de ativistas junto da base da Força Aérea do Montijo, sendo que a plataforma vai "forçar a entrega do memorando" ao primeiro-ministro e "voltar a afirmar o desejo necessidade de conversar" com António Costa para "ouvir as justificações" do líder do Governo.

No memorando que os ativistas vão tentar entregar - e que já está nas mãos do Presidente da República e de vários grupos parlamentares - está sublinhado, adianta o ativista, o "conjunto de preocupações e de informação" que justifica a rejeição de um novo aeroporto no Montijo "quando a 15 km há uma infraestrutura que tem estudos feitos e e um estudo de impacte ambiental".

"Se a ANA, o Governo e a Vinci o quisessem começar amanhã a fazer as obras podiam fazer no Campo de Tiro de Alcochete, porque estão reunidas todas as condições", defende José Encarnação, que deixa ainda uma questão: "Por que razão não faz a ANA as obras previstas para a Portela?".

Até agora, de acordo com a plataforma, na Assembleia da República, só o grupo parlamentar do PS ainda não respondeu ao pedido de audiência dos ativistas, que deixam um apelo aos deputados: "Que se faça, sem perda de tempo, todas as perguntas necessárias".

"O Governo e a ANA que apresentem todos os estudos. Não há fundamentação por parte dos responsáveis políticos que possa justificar esta opção", insiste.

CDS-PP vai voltar a questionar o Governo

No final da audiência concedida à "Plataforma Cívica Aeroporto BA6 Não", o líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, disse à TSF que os centristas não tomaram qualquer posição definitiva sobre o local do novo aeroporto, mas lamentam a falta de respostas do Governo e garantem que vão insistir nas perguntas.

"Fizemos uma pergunta em novembro a pedir o estudo de impacte ambiental e o Governo, que tem um prazo de 30 dias para responder, ainda não respondeu. O prazo para que o faça já foi ultrapassado", disse.

Segundo Nuno Magalhães, o CDS-PP vai "reiterar e repetir a pergunta hoje mesmo", para ter acesso aos estudos e para que seja esclarecida uma "dúvida" sobre se "a assinatura de hoje pode ou não condicionar pareceres futuros de agentes do Estado em relação ao impacte ambiental".

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