Autores do Manifesto dos 70 lançam petição para chegar ao Parlamento

Numa petição pública, os subscritores entendem que uma eventual deliberação do Parlamento reforça a capacidade negocial do Estado português junto das instituições europeias.

As 74 personalidades que assinaram um manifesto onde se defende a reestruturação da dívida querem que o assunto seja discutido na Assembleia da República, tendo para isso subscrito uma petição pública nesse sentido.

Os peticionários dizem existir um consenso dentro da sociedade portuguesa sobre uma crise que dizem ser sem precedentes na história do país e que tem sido visível através de importantes manifestações podem abalar os alicerces do regime democrático.

Sem receios dos mercados ou dos credores internacionais, os subscritores consideram que uma eventual deliberação do Parlamento sobre as condições genéricas propostas não vai representar qualquer fator de instabilidade para o país.

Pelo contrário, continuam os peticionários, vai reforçar a capacidade negocial do Estado português junto das instituições europeias.

Logo após estarem definidos os lugares da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu, os signatários entendem que a agenda europeia deve dar prioridade às negociações para amortizar a dívida pública excessiva dos vários Estados-membros.

Também é necessário encontrar mecanismos que devolvam às economias os empregos e o crescimento económico que permitam combater a austeridade.

Alfredo José de Sousa, ex-Provedor de Justiça e ex-presidente do Tribunal de Contas, o constitucionalista Jorge Miranda, Pinto Ramalho, ex-chefe do Estado Maior do Exército, Pacheco Pereira, José Barata Moura e Ana Gomes são alguns dos signatários desta petição.

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