Banco CTT é o campeão das reclamações... Outra vez

Pelo segundo ano consecutivo, o Banco CTT lidera o ranking de instituições financeiras com mais queixas. Número de clientes com serviços mínimos bancários cresce 32%.

O Banco CTT volta a liderar o número de reclamações feitas ao Banco de Portugal em dois segmentos. Na primeira vez em que o banco concede crédito à habitação ao longo de todo o ano, recebeu 5,6 reclamações por cada mil contratos, deixando a longa distância o segunda instituição do ranking (o Santander Totta, com 1,4), de acordo com o Relatório de Supervisão Comportamental publicado esta quarta-feira.

Tal como no ano anterior, o Banco CTT lidera ainda as reclamações nos depósitos à ordem, com 0,81 queixas em cada mil depósitos, seguido do Deutsche Bank (0,5).

No crédito ao consumo, o Banco CTT melhorou o relacionamento com os clientes, passando de 6,8 para 0,9 reclamações. É destronado neste segmento pela Caixa Leasing e Factoring - Sociedade Financeira de Crédito, uma empresa do grupo CGD (duas reclamações por cada mil contratos).

O Banco CTT reagiu aos números divulgados pelo Banco de Portugal, sublinhando que, no caso do crédito à habitação, está em causa "menos de uma reclamação por mês". Fonte oficial da empresa afirma que "o rácio é elevado porque a metodologia desfavorece os bancos recentes", com poucos contratos. No caso do Banco CTT, está há menos de dois anos no mercado do crédito à habitação. Nas contas à ordem, a mesma fonte salienta a redução dos rácios de reclamações de 1,91 em 2017 para 0,81 em 2018.

Mais queixas no crédito ao consumo

Depois de dois anos consecutivos de aumentos nas queixas de clientes bancários (4,8% em 2016 e 8,1% em 2017), no ano passado o Banco de Portugal recebeu 15.254 reclamações, menos 0,2% do que no ano anterior.

Cerca de um terço (31,5%) das reclamações incidiram sobre contas de depósitos, apesar de ter havido uma diminuição (-5,1%). As maiores queixas neste capítulo ainda dizem respeito à cobrança de comissões ou encargos.

No crédito ao consumo (24% do total), há, pelo contrário, um aumento de 10,1% no volume de reclamações. Quatro em cada 10 casos foram resolvidas pela instituição de crédito, "por sua iniciativa ou por imposição do Banco de Portugal". Já o crédito à habitação representa 13% do total de queixas.

Serviços mínimos bancários duplicaram em dois anos e meio

Os serviços mínimos bancários continuam a ganhar força em Portugal. No final de 2018, havia 59.173 contas com este perfil, mais 32,6% do que no final de 2017, revela o Banco de Portugal.

O Relatório de Supervisão Comportamental mostra que foram abertas 17.202 contas de serviços mínimos em 2018, depois de já terem sido criadas cerca de 12 mil no ano anterior. No espaço de dois anos e meio, desde o primeiro semestre de 2016 (30.903 contas), houve uma duplicação destes serviços. O Banco de Portugal lembra que, em 2018, foram introduzidas alterações legais que facilitaram o acesso.

A conta de serviços mínimos bancários, que permite ao cliente aceder a serviços essenciais a custo reduzido, é usado em quase 40% dos casos por clientes com idade entre 45 e 65 anos. Seis em cada 10 novas contas são criadas por conversão de depósitos à ordem.

Notícia atualizada às 18:41 com reação do Banco CTT.

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