Economia

Banco de Portugal ameaça impedir Montepio de pagar multas de Tomás Correia

Considerando que o procedimento em causa é legalmente questionável, o Banco de Portugal quer travar o pagamento da multa do ex-presidente do Banco Montepio e atual presidente da Associação Mutualista Montepio.

De acordo com o jornal Público , o Banco de Portugal pediu esclarecimentos ao presidente do Montepio, Carlos Tavares, sobre a deliberação da Assembleia-Geral, que, em março de 2018, decidiu atribuir ao Montepio o pagamento dos custos em que possam incorrer ex-gestores e atuais administradores e membros de outros órgãos.

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A proposta fora apresentada pelo próprio António Tomás Correia, na qualidade de representante da Associação Mutualista Montepio Geral.

António Tomás Correia, presidente do Conselho de Administração da Associação Mutualista Montepio

O Banco de Portugal tem dúvidas quanto à legalidade desta decisão e quer saber se, antes de a proposta chegar à Assembleia-Geral, houve uma deliberação do Conselho de Administração da Associação Mutualista Montepio, acionista maioritário do banco.

Fernando Ribeiro Mendes, que integrava a administração da Associação Mutualista juntamente com Tomás Correia, garante, em declarações ao Público, que tal deliberação nunca aconteceu.

O Banco de Portugal pediu informações à administração do banco, e, em última instância, a decisão de suportar os custos de processos movidos contra gestores da instituição, tomada Assembleia-Geral, pode mesmo ser anulada.

O supervisor quer também saber quais os custos que o banco já teve com esses processos, até ao momento - que ascenderão a um milhão de euros, só em pagamentos à sociedade de advogados espanhola Úria e Menendez desde 2015, altura em que o Banco de Portugal iniciou uma auditoria forense ao Montepio.

LEIA A ENTREVISTA DE TOMÁS CORREIA À TSF/DINHEIRO VIVO:

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