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BE quer legislar para corrigir forte desigualdade salarial

O CDS advoga que o Estado tem de dar o exemplo. Os patrões admitem discutir na Concertação Social a questão da diferença salarial.

A desigualdade salarial nas empresas em Portugal preocupa o Bloco de Esquerda que está a preparar uma iniciativa legislativa defendendo que nenhum administrador pode receber 90 vezes mais do que ganha um dos trabalhador da mesma empresa.

Portugal é o país da União Europeia onde existem maiores diferenças entre quem ganha mais e quem ganha menos, como foi confirmada pelo gabinete de estatísticas da União Europeia.

Ouvido no Fórum TSF, o deputado do BE, José Soeiro, argumentou que o debate sobre a questão e uma nova lei são urgentes.

O presidente da CIP, António Saraiva, não fecha a porta à discussão do tema em Concertação Social mas alerta para a realidade do tecido empresarial português e para o estado da economia.

Já Pedro Mota Sares, deputado do CDS e antigo ministro do Trabalho e Segurança Social, defendeu que o Estado, que é também um grande empregador, tem de dar o exemplo.

Ouvido no Fórum TSF, o deputado do CSS criticou o Bloco de Esquerda por pretender agora querer reduzir os leques salariais no privado quando, ainda recentemente, decidiu aumentar os ordenados dos reguladores.

O PS também quer colocar a questão na agenda política. A comissão nacional do partido aprovou já uma proposta para debater o assunto e limitar os salários mais altos.

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