Bruxelas mais pessimista do que o Governo português face ao crescimento económico

Enquanto o Governo acredita numa expansão de 1,9% do PIB em 2019 e 2020. A Comissão Europeia, contudo, mantém a previsão de 1,7% do PIB.

Bruxelas continua mais pessimista do que o Governo, na perspetiva de crescimento da economia portuguesa para este ano e para o próximo. A análise consta do boletim macroeconómico intercalar, divulgado esta manhã, em Bruxelas.

A Comissão Europeia mantém a previsão de crescimento do PIB em 1,7%, este ano e no próximo, mas considera que há riscos em relação às perspetivas de crescimento, nomeadamente pela volatilidade da produção industrial e do saldo de comércio externo do país.

A inflação permanece significativamente abaixo da média da UE, tendo mesmo desacelerado ainda mais no mês de junho, para 0,7%. Além da queda contínua nos preços dos bens industriais, a inflação é atenuada pelos preços mais baixos do petróleo e pelas restrições regulatórias nos preços da energia e do transporte público.

O crescimento dos salários é superior à inflação, mas o impacto na procura é parcialmente compensado pela recente desaceleração do crescimento do emprego.

No geral, a inflação deverá situar-se nos 0,9% em 2019 e 1,5% em 2020.

Entretanto, o preço da habitação continua a crescer, acima de 9%, no primeiro trimestre deste ano, quando comparado com igual período do ano passado.

Espera-se que o aumento gradual da oferta, contribua para alguma moderação nos preços da habitação. Mas Bruxelas considera provável que o ritmo de ajustamento se mantenha lento.

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