Economia

Bruxelas menos otimista que Centeno. Crescimento do PIB deve ficar pelos 1,8% em 2019

Governo faz outras contas e prevê um crescimento de 2,2% do PIB já no próximo ano, mas Bruxelas é mais moderada. Dados constam do boletim macroeconómico do outono.

As projeções da Comissão Europeia estão praticamente em linha com as estimativas do governo, apresentadas no projeto orçamental, a 15 de outubro, mesmo assim, com ligeiras discrepâncias, algumas metas terão de esperar mais um ano para serem alcançadas.

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) relativamente abaixo da previsão de Mário Centeno. Em vez dos 2,2% apresentados no projeto de orçamento, Bruxelas calcula que, no próximo ano, o PIB registe um crescimento de 1,8%.

Relativamente ao défice orçamental, a Comissão Europeia acredita que só em 2020 o défice atingirá os 0,2% que o Governo quer apresentar já no ano que vem. Bruxelas entende que, em 2019, o défice andará nos 0,6% - portanto, acima daquilo que o Governo prevê.

As estimativas são exatamente as mesmas no que diz respeito ao desemprego, que deverá situar-se nos 6,3% no próximo ano e cairá para os 5,9% em 2020.

Relativamente à dívida, Bruxelas também acredita que só em 2020 será possível uma redução para os 117% do PIB, na verdade 116,8%. Já o Governo crê que esse resultado será alcançado já em 2019.

Em relação à estimativa do défice para este ano, a Comissão Europeia está perfeitamente em linha com o Governo, calculando que a diferença entre os gastos do Estado e a riqueza produzida em 2018 será de 0,7%, tendo em conta o aumento da receita, uma menor despesa com o pagamento de juros e também porque o investimento público ficou abaixo do Orçamento do Estado.

Bruxelas nota ainda que sem a intervenção no Novo Banco o défice deste ano cairia para os 0,3% do PIB.

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