Economia

Buraco nas contas do Novo Banco vai continuar a crescer

Peso dos ativos tóxicos herdados do BES vai continuar a crescer, em parte por causa de "casos mediáticos". A certeza é do presidente da comissão nomeada pelo Estado para acompanhar a gestão dos ativos maus que ficaram na instituição.

O Novo Banco ainda tem imparidades a registar. Na comissão parlamentar de Orçamento e Finanças, o presidente da comissão de acompanhamento da gestão dos ativos maus que ficaram na instituição que sucedeu ao Banco Espírito Santo (BES), afirmou que, no conjunto de ativos sob a lupa da comissão, "há uma forma de continuidade que é uma degradação".

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José Rodrigues de Jesus acredita que essa degradação "já não vai muito mais longe", mas afirma que "ainda há imparidades a fazer, e há casos que vai ser preciso coragem para resolver".

Perante a perplexidade dos deputados, o gestor não detalhou esses casos, explicando que "não ia dizer mais" por causa das regras do sigilo bancário, mas afirmou que se tratava de "casos mediáticos" complicados "por causa dos nomes".

José Pedro Jesus garantiu que a instituição que sucedeu aos BES e que vai pedir mais de mil milhões de euros ao fundo de resolução depois de apresentar prejuízos de 1400 milhões ainda terá de registar mais valores negativos no balanço por causa desses ativos

Notícia atualizada às 14h10

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