Web Summit

Carro que aprende a conduzir é a melhor startup da Web Summit

A cimeira da Tecnologia que é também uma feira das startup organiza todos os anos o concurso da melhor empresa inovadora.

Este o ano o prémio de melhor startup vai para um carro autónomo que aprende a conduzir corrigindo os erros.

No final da Web Summit, depois de dezenas de apresentações de Startup que querem ser conhecidas ficaram três finalistas para um lugar de destaque neste novo mundo empresarial.

Este ano a Web Summit colocou os holofotes em Startup dedicadas à condução autónoma e às notícias falsas.

Wayve

A Wayve de Alex Kendall, do Reino Unido foi a startup vencedora da edição deste ano da Web Summit.

Alex Kendall conseguiu cativar o júri com a melhor apresentação da cimeira da tecnologia. Ele diz que vai "mostrar pela primeira vez um carro autónomo que aprende a conduzir".

Um carro que cada vez que comete um erro ou tenta sair da estrada o condutor entra em ação e corrige os erros para o carro aprender.

Assim, cada vez que se engana o carro aprende com a experiência. Quantos mais quilómetros mais inteligência na condução autónoma.

É a Inteligência artificial ligada à robótica e Alex Kendall acredita que "a aprendizagem das máquinas nos vai permitir dar escala à condução autónoma e espalhá-la pelo mundo".

LVL5

Também no mundo da inovação automóvel está a LVL5, radicada nos Estados Unidos da América, e que foi criada por Andrew Kouri.

O seu criador explica que o software que inventou "é baseado na visão de computador que deteta a localização de importantes marcos na estrada, como os semáforos, os sinais verticais e no pavimento".

Os olhos do software vêm tudo na estrada e depois constrói um mapa três dimensões para triangular a posição do veiculo. Uma solução barata face aos custos da tecnologia atual.

Andrew Kouri acredita que este é um grande negócio porque "o facto de fazermos isto sem sensores dispendiosos significa que podemos lançar a produção em massa de carros autónomos".

Por outro lado o modelo de negócio da empresa não vai estar baseado no software de visão mas na construção dos mapas 3D que precisam de grandes quantidades de dados pelos quais os utilizadores dos veículos vão ter que pagar uma mensalidade.

Factmata

Outro campo de ação que aqui chegou ao pódio final foi uma ferramenta para despistar informação falsa. Um filtro de "Fake News" da autoria de Drew Ghulati e que se chama Factmata.

"Na Factama construímos um software critico de inteligência artificial para classificar automaticamente a credibilidade, qualidade, segurança e confiança dos conteúdos online", sublinha.

Drew Ghulati explica que consegue desenhar um sistema para medir "dimensões nunca antes conseguidas, como as controvérsias e ofensas verbais".

A primeira demonstração desta ferramenta foi feita na Web Summit. A "máquina" aprende com editores e jornalistas que pesquisam noticias falsas de forma tradicional e depois a inteligência artificial faz o trabalho sozinha.

Antes de deixar o palco Drew Ghulati deixa um apelo: "juntem-se a nós e ajude-nos a recuperar a confiança na internet".

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