Lucros da CGD chegaram aos 126,1 milhões de euros no primeiro trimestre de 2019

Valor quase dobra os resultados do período homólogo de 2018.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) registou um lucro de 126,1 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, o que compara com 68 milhões registados no mesmo período de 2018, divulgou esta quinta-feira o banco público.

O resultado trimestral configura um aumento de 85%, correspondente a 58 milhões de euros, face ao primeiro trimestre de 2018. A rendibilidade de capitais próprios do banco (ROE) foi de 6,6%.

Em termos de comissões, a Caixa registou um aumento de 4,8% relativamente ao mesmo período do ano transato, e os custos de estrutura do banco diminuíram 5,3% face ao mesmo período de 2018.

O resultado de exploração 'core' do banco público atingiu os 126 milhões de euros no primeiro trimestre, um aumento de 11,5% face ao período homólogo de 2018.

Durante a conferência de imprensa de apresentação dos resultados, o presidente executivo da CGD, Paulo Macedo, revelou que a venda de um imóvel ao grupo hoteleiro Sana, na rua do Ouro, em Lisboa, foi feita por 60 milhões de euros, o que de acordo com a apresentação de resultados do banco constituiu uma mais-valia de 50 milhões com impacto positivo de 37 no resultado líquido trimestral.

Em termos de outros eventos não recorrentes com impacto nas contas trimestrais, a contabilização de custos regulatórios de 2019, incluindo contribuições especiais sobre o setor bancário, como o Fundo de Resolução, teve um impacto negativo de 60 milhões de euros.

O banco utilizou ainda 55 milhões de euros em provisões para programas de redução de pessoal, registadas no final de 2017, com contrapartida de igual montante em custos com pessoal, o que teve um impacto nulo nas contas do trimestre, de acordo com a apresentação hoje divulgada.

Sem os efeitos não recorrentes, o resultado do trimestre seria positivo em 149 milhões de euros, superior aos 126,1 contabilizados oficialmente, de acordo com a Caixa.

O rácio de crédito malparado da Caixa ficou nos 7,8% no primeiro trimestre, uma descida face aos 11,5% de igual período de 2018, e a cobertura total aumentou para 103,0%, depois de 101,1% em igual período de 2018.

Em termos de imparidades, a cobertura da CGD ficou 62,8% nos primeiros três meses de 2019, uma subida face aos 60,0% registados em igual período de 2018.

As coberturas por colateral diminuíram, passando de 41,1% no primeiro trimestre de 2018 para 40,2% no mesmo período de 2019.

Os recursos totais de clientes aumentaram de 68.884 milhões de euros nos primeiros três meses de 2018 para 72.874 milhões em igual período deste ano.

Em termos de depósitos, registou-se também um aumento, uma vez que passaram dos 61.454 milhões de euros no primeiro trimestre de 2018 para os 64.771 no período equivalente este ano.

No entanto, o montante de crédito líquido de clientes registou uma diminuição, já que passou de 53.360 milhões de euros nos primeiros três meses de 2018 para 50.905 milhões em igual período de 2019.

A Caixa registou ainda um aumento nas operações de crédito à habitação no primeiro trimestre de 2019, contabilizando mais 165 milhões de euros, correspondente a 58%, do que em igual período de 2018.

Os rácios de capital do banco público também aumentaram, com o CET1 ('Common Equity Tier 1') a passar de 13,6% nos primeiros três meses de 2018 para 15,0% em 2019, o 'Tier 1' de 14,6% para 16,1% e o total de 14,9% para 17,4%.

Os custos com pessoal diminuíram 6,9% no primeiro trimestre de 2019 face ao mesmo período de 2018, passando de 202.553 milhões de euros para 188.539.

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