A Vida do Dinheiro

Confederação do Turismo duvida que salário mínimo ultrapasse 600 euros em 2019

Em entrevista à TSF e ao Dinheiro Vivo, no programa "A Vida do Dinheiro", Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal, não acredita que haja novidades na reunião de Concertação Social desta sexta-feira.

"A expectativa que tenho é que serão os 600 euros [de salário mínimo] a partir de 1 de janeiro de 2019", afirma Francisco Calheiros, em entrevista à TSF e ao Dinheiro Vivo, lembrando que está previsto no programa de Governo uma subida para esse valor, dos atuais 580 euros.

Apesar de considerar que "os salários são baixos em Portugal", e de aplaudir as empresas e associações empresariais que negoceiam valores superiores, o presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP) argumenta que se deve ter "algum cuidado" com zonas do país mais desertificadas, em que, "se calhar, é difícil praticar salários superiores a 600 euros".

Francisco Calheiros lamenta também que não sejam discutidas, em sede de Concertação Social, outras matérias que pudessem mitigar os custos das empresas com um eventual salário mínimo acima desse valor.

António Saraiva, presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), chegou a admitir este verão a possibilidade de um aumento superior a 20 euros, mas não obteve apoios no restante patronato. A própria CIP abandonou de vez a ideia depois de conhecer a proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano.

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