Diogo Cunha: "Nacionalizar o Novo Banco seria um retrocesso"

O Presidente do banco Atlântico Europa espera que a nacionalização seja o último recurso. E avisa que que Bruxelas pode nem sequer autorizar.

Com o processo de venda do Novo Banco a entrar na reta final, a nacionalização continua a ser uma possibilidade na cabeça do Ministro das Finanças e do Primeiro-ministro. Diogo Cunha, presidente do banco Atlântico Europa, espera que não seja esse o caminho e avisa que "seria um retrocesso".

Em entrevista ao programa "A Vida do Dinheiro" da TSF e do Dinheiro Vivo, Diogo Cunha lembra que "é mais ou menos unânime que a nacionalização do Novo Banco será sempre o último recurso" e acrescenta dúvidas sobre uma eventual aprovação por parte das autoridades europeias.

"Sinto-me desiludido com o setor"

Sobre a crise que o setor financeiro vive, Diogo Cunha diz que "não há motivos para as pessoas desconfiarem da banca" acrescentando, no entanto, que "há muitos motivos para estarem desiludidas. Eu próprio, como bancário, sinto-me desiludido por fazer parte deste setor". O Presidente do Atlântico Europa lembra que os bancos têm como principal característica "tomar conta do dinheiro dos outros e esse património foi desbaratado nos últimos anos".

Declarações ao programa "A Vida do Dinheiro", para ouvir na TSF sábado, às 13H, em tsf.pt e para ler na edição em papel do Dinheiro Vivo, ao sábado com o DN e com o JN.

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