Veja a lista de postos com abastecimento limitado a 15 litros

Milhares de postos de combustíveis estão sem gasolina nem gasóleo, sobretudo no Grande Porto e na Grande Lisboa. É a consequência da greve dos motoristas de matérias perigosas que começou às 00h00 de segunda-feira.

SAIBA AQUI QUAIS OS POSTOS SEM COMBUSTÍVEIS

O Governo anunciou esta quarta-feira a criação de uma rede de 310 postos prioritários de abastecimento no país e afirmou que os serviços mínimos da greve dos motoristas de matérias perigosas serão alargados a todo o território. Apesar de o objetivo passar por dar prioridade às entidades prioritárias, o público pode realizar abastecimentos de até 15 litros de gasolina ou gasóleo.

Consulte aqui a lista de postos de abastecimento prioritários (Anexo VIII, página 55 do documento).

Fonte da PSP revelou esta tarde à TSF que "16 condutores da PSP" garantiram a "condução de transportes de matérias perigosas" e que os mesmos vão continuar a fazê-lo "todos os dias, até o próximo domingo". Os agentes asseguraram a segurança de cerca de 400 postos de combustível, sobretudo para "prevenir perturbações da ordem pública e regularizar o trânsito".

Até domingo, a polícia conta fazer mais de 20 escoltas a "comboios de camiões de transporte de matérias perigosas" e assegura o reforço de segurança "nos aeroportos internacionais de Lisboa, Porto, Faro e regiões autónomas". Também as refinarias vão ser alvo de um reforço de segurança, feito em articulação com a GNR.

Várias empresas de transporte de passageiros já informaram que vão proceder a alterações nos horários. A Transportes Sul do Tejo não vai realizar, esta quinta-feira, as carreiras que ligam Setúbal, Palmela e Pinhal Novo a Lisboa. As restantes ligações operadas pela Transportes sul do Tejo na Península de Setúbal vão circular amanhã de acordo com o horário de sábado.

A Rodoviária do Tejo vai reduzir o numero de carreiras de forma a garantir que tem combustível para o transporte escolar na próxima semana. Um responsável da Rodoviária do Tejo disse à agência Lusa que a impossibilidade de abastecer os autocarros se mantiver até terça-feira será muito dificil garantir o transporte dos alunos.

Também a partir desta quinta-feira, as empresas do Grupo Barraqueiro vão suprimir carreiras. Em alguns casos poderão ser cortadas metade das viagens habituais. Fonte do gruipo disse à Lusa que tudo vão fazer para que as supressões ocorram fora dos períodos de hora de ponta.

A Transtejo e a Soflusa já acionaram o abastecimento dos barcos por via marítima, uma vez os tanques da empresa já estão vazios.

A Célula de Gestão de Crise Energética, composta por um membro do Governo e responsáveis de entidades públicas como a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, a Entidade Nacional para o Setor Energético ou a Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas, pode acionar uma Rede de Emergência de Postos de Abastecimento.

A Sulfertagus também já informou que, a partir de hoje, podem ocorrer perturbações na realização dos serviços. A partir desta quinta-feira, todas as carreiras Sulfertagus circularão de acordo com o horário de Sábado, com exceção das Carreiras 4F e 2N que efetuarão o horário de Dia Útil.

A medida está prevista no plano já predefinido, consultado pela TSF, para responder a situações de crise energética como aquela que foi decretada ontem pelo Governo por causa da greve dos motoristas de matérias perigosas.

O plano prevê uma rede com mais de 300 postos de abastecimento de combustíveis que estarão "abertos ao público num cenário de crise extrema" como "medida de mitigação".

A Confederação Empresarial de Portugal (CIP) mostra-se preocupada pelo impasse que se verifica no transporte de matérias perigosas e apela à suspensão da greve dos motoristas por uma semana para se conseguir resolver o problema.

A CIP divulgou um comunicado, citado pela Lusa, onde chama a atenção dos diversos intervenientes para os danos que a manutenção desta paralisação está a causar a empresas e trabalhadores.

A secretária-geral do Sistema de Segurança Interna, Helena Fazenda, convocou para as 18:00 as entidades que integram o Gabinete Coordenador de Segurança para analisarem a crise criada pela falta de combustíveis, disse à Lusa fonte policial.

O Gabinete Coordenador de Segurança integra todas as forças e serviços de segurança, nomeadamente GNR, PSP, PJ e SEF e também os serviços de informações (SIS e SIED).

O ministro do Trabalho convocou o sindicato dos motoristas de matérias perigosas e a associação que representa as entidades patronais para uma reunião ainda hoje, apelando a um entendimento entre as duas partes.

"O Governo tem tomado um conjunto de iniciativas, uma das quais foi a convocatória dos parceiros, a parte empregadora e a parte sindical, para um encontro que espero que aconteça a qualquer momento no Ministério do Trabalho para que se possa fazer uma avaliação dos serviços mínimos e do seu cumprimento", disse Vieira da Silva, citado pela Lusa.

"Espero que dessa reunião possa resultar um entendimento entre as partes" para que os serviços mínimos decretados pelo Governo possam ser cumpridos, acrescentou Vieira da Silva.

O Governo declarou situação de emergência energética em consequência da greve dos motoristas de matérias perigosas. Em dois dias de paralisação, os postos de combustível ficaram sem gasolina e sem gasóleo em várias zonas do país, sobretudo na Grande Lisboa e no Grande Porto.

Os motoristas mantém o piquete de greve em Aveiras e em Matosinhos, de onde não saem os camiões-cisterna, excepto as unidades abrangidas pelos serviços mínimos decretados pelo executivo.

"Estamos a desenvolver contactos com as partes tendo em vista que possa haver um acordo quanto ao alargamento dos serviços mínimos para cobrir as necessidades fora das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto", afirmou António Costa, em declarações aos jornalistas em Braga, à entrada da cerimónia "Distinções PME Excelência 2018".

O primeiro-ministro disse esperar que ainda hoje aquela situação fique resolvida e que, "tão breve quanto possível", as partes envolvidas no conflito laboral se sentem à mesa e a greve possa ser superada.

O objetivo é assegurar "o abastecimento mínimo" em todo o país, sublinhou.

Já o Presidente da República considera que o Governo deve ajudar ao diálogo entre o Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas e as empresas , sublinhando que este "não é qualquer conflito entre privados", tendo em conta que o setor tem "interesse coletivo e interesse estratégico".

Marcelo Rebelo de Sousa lembrou, em declarações aos jornalistas, que a primeira urgência é assegurar que "os serviços mínimos funcionam mesmo" e ampliá-los de tal forma que seja possível assegurar serviços como a "distribuição dos medicamentos".

Ainda assim, o Presidente da República sublinhou que "os serviços mínimos não resolvem o problema das pessoas" e que é preciso que se debata "a questão de fundo": "É preciso que as duas partes continuem a falar e que o Governo ajude àquela fala."

Nas primeiras horas da greve, os aeroportos de Lisboa e de Faro foram obrigados a usar os depósitos de reserva de combustível. Vários aviões foram desviados para abastecer em Espanha. Até ao início da tarde, mais de 30 aviões reabasteceram em vários aeroportos espanhóis.

Segundo a gestora de aeroportos Aena, que faz a gestão dos aeroportos de interesse geral para o país, até cerca das 15:00 (14:00 de Lisboa) houve 22 aviões provenientes de Portugal que se abasteceram no aeroporto em Sevilha San Pablo (Andaluzia), três no de Málaga (Andaluzia), três no de Santiago (Galiza), dois no de Xerez (de la Frontiera, Andaluzia) e um no de Bilbau (País Basco).

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