Trabalho

Emprego na restauração cresceu 9,9% na segunda metade de 2017

Remunerações cresceram 4,4%. Receita de IVA no semestre cresceu mas não compensou a queda nos 12 meses anteriores: o estado arrecadou menos 40% do imposto no setor.

O emprego no setor da restauração cresceu 9,9% no segundo semestre de 2017. Os dados constam do relatório final de acompanhamento do impacto da alteração da taxa do imposto no setor do alojamento, restauração e similares, publicado nesta sexta-feira pelo Governo.

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O documento produzido pelo grupo de trabalho para acompanhar o efeito da medida que entrou em vigor na segunda metade de 2016 mostra que no final do ano seguinte havia 240 mil pessoas a trabalhar naquela área de atividade, num acréscimo homólogo de 21,6 mil empregos, equivalente a 5,1% de aumento - uma subida superior ao crescimento geral do emprego no mesmo período, que foi de 1,8%.

As contribuições para a Segurança Social também cresceram: a previdência encaixou mais 35,8 milhões de euros para 289,5 milhões, um aumento de 14,1%.

O número de desempregados do setor caiu 10,6%.

A receita de IVA alcançou 238,1 milhões de euros na segunda metade de 2017, o que representa um crescimento de 14,8% ou 30,6 milhões. Esta subida marca a inversão da tendência de descida da receita do imposto gerado em cafés, restaurantes, e outros estabelecimentos semelhantes.

Esta alteração de tendência não compensa, no entanto, a queda verificada no encaixe fiscal desde que o IVA desceu para a taxa intermédia de 13%, que no total atingiu 619,1 milhões de euros, uma diminuição de 38,4% face aos 18 meses anteriores, ou 385,3 milhões de euros.

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