Empresas portuguesas dependem cada vez menos dos bancos nacionais

Companhias nacionais recorrem a endividamento no exterior. As que não conseguem têm aumentado capitais próprios. Pensões pesam cada vez mais na despesa pública.

O Banco de Portugal (BdP) considera que que as companhias nacionais estão cada vez menos dependentes dos bancos portugueses. No boletim económico de maio o regulador destaca o tema do financiamento das empresas e conclui que apesar de as instituições financeiras a operar no país continuarem a ser a principal fonte de crédito das empresas, as firmas portuguesas recorrem cada vez mais a empréstimos lá fora, junto de outras empresas ou de bancos estrangeiros.

Esta opção é válida para as empresas que conseguem aceder a mercados externos, mas para as outras também há boas notícias: o banco de Portugal conclui que têm vindo a equilibrar a estrutura de financiamento através do reforço de capitais próprios por via da acumulação de resultados que são reinjetados nos cofres das marcas.

Pensões pesam cada vez mais

O pagamento de pensões foi a única rubrica da despesa pública que não caiu entre 2011 e 2016, tendo mesmo aumentado bastante mais do que na zona euro.

A despesa com pensões representa 34% da despesa pública. O número é de 2016 e compara com os 28% da média do euro, e com os 25% que Portugal gastava na mesma rubrica em 2007.

Esta é mesmo a única rubrica da despesa pública que, em percentagem, não caiu nos últimos 10 anos. A educação, por exemplo, valia 15% da despesa em 2007 e em 2016 vale 12%. A saúde caiu de 16% para 15%.

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de