Francisco Pinto Balsemão

Encontros de Cascais: o grupo de Bilderberg à portuguesa que Balsemão vai criar

As regras de funcionamento dos Encontros de Cascais são semelhantes ao clube restrito Bilderberg, que as mantém desde a sua criação, em 1954.

Francisco Pinto Balsemão vai criar uma espécie de grupo de Bilderberg à portuguesa -um fórum de pensamento estratégico para discutir soluções para os problemas que o país e a Europa enfrentam - avança o jornal Público.

O clube restrito vai chamar-se "Encontros de Cascais" e a primeira reunião deve acontecer ainda neste mês de novembro. O fundador do grupo Impresa deixou o conselho diretor do grupo de Bilderberg em 2015, sucedendo-lhe na pasta Durão Barroso.

Fonte próxima de Francisco Pinto Balsemão adiantou ao Público que Balsemão convidou para o grupo de fundadores, além do seu filho Francisco Pedro, que lidera agora a Impresa, a empresária Paula Amorim, presidente do Grupo Amorim; Isabel Mota, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian; Leonor Beleza, presidente da Fundação Champalimaud, Carlos Carreiras, presidente da Câmara de Cascais; António Lagartixo, partner na Deloitte Portugal & Angola; Vasco de Mello, presidente do grupo José de Mello; Pedro Penalva, presidente da AON, um grupo de serviços de gestão de riscos, corretagem de seguros e recursos humanos; António Ramalho, presidente do Novo Banco; e Carlos Gomes da Silva, presidente da comissão executiva da Galp Energia.

Ao que tudo indica o novo fórum vai tentar manter a política fora dos Encontros de Cascais, como explica o jornal Público, pelo menos no seu sentido formal, ou seja, personalidades que ainda ocupem cargos políticos.

Para o encontro anual, cada um dos onze fundadores convidará quatro personalidades que podem ser nacionais ou estrangeiras. Os órgãos de comunicação social não vão poder assistir às reuniões e a divulgação do que ali se conversa baseia-se nas chamadas Chatham House Rules, explica o Público, ou seja a informação discutida pode ser citada, mas sem identificar a fonte.

O grupo de onze fundadores dos Encontros de Cascais terá um mandato de três anos, renovável uma vez.

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