Função Pública

Estado ganhou 14 mil funcionários públicos em 2018. Em média ganham 1721 euros

Os 683 mil postos de trabalho nas Administrações Públicas são, ainda assim, menos 44 mil do que antes da chegada da troika. Funcionários públicos ganham em média 1721 euros.

No final de 2018 o emprego no Estado situava-se em 683.469 postos de trabalho. O número representa um aumento de cerca de 2,1% em termos homólogos (14 190 postos de trabalho).

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Dados da Síntese Estatística do Emprego Público publicados pela direção-geral da Administração e do Emprego Público mostram que apesar do aumento face a 2017 - que continuou a tendência dos últimos anos - o emprego no Estado está ainda assim 44.316 postos de trabalho abaixo do valor registado no final de 2011. A quebra é de 6,1%, sendo a administração central a que mais encolheu: neste setor há hoje menos 34.925 funcionários públicos do que no ano da chegada da troika.

Nos últimos três meses de 2018 entraram nas fileiras do Estado 12.351 postos de trabalho, muito por força do início do ano letivo: os ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior tiveram o maior contributo, com mais 9.069 postos de trabalho.

No ministério da Administração Interna, a diminuição de emprego (menos 1 238 postos de trabalho) "reflete a saída de vigilantes da floresta na G.N.R. contratados no 2.º trimestre para as operações de prevenção de incêndios durante o verão".

A administração local teve um aumento de emprego (mais 2.039 pessoas contratadas, num crescimento de 1,7%).

O relatório mostra que no final de 2018, 75,6% dos funcionários públicos estavam em entidades da administração central, 17,4% na administração local, 5,5% na administração regional autónoma e 1,5% nos fundos de segurança social.

Descongelamento das carreiras valeu aumento de 0,7% no salário

Em outubro, o ganho médio mensal (que inclui o salário base e subsídios que variam conforme as funções e o serviço) era de 1.721,80 euros, "indiciando uma variação global no trimestre de 0,7%, e uma variação homóloga de 1,7%".

O salário base médio era de 1.471,20 euros, "correspondendo a uma variação homóloga de 0,7%, "por efeito conjugado dos movimentos de entrada e saída de trabalhadores com diferentes níveis remuneratórios" e "do processo faseado de descongelamento de carreiras, progressões e promoções".

O documento explica ainda que "as ausências, em particular por motivo de greve, explicam decréscimos na remuneração base pelo efeito do aumento do número trabalhadores que não receberam a remuneração completa no mês de referência".

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