Falta de combustíveis

Estado pode ativar Rede de Emergência de Postos de Abastecimento

Medida de "mitigação" está prevista para casos de crise energética "extrema".

A Célula de Gestão de Crise Energética, composta por um membro do Governo e responsáveis de entidades públicas como a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, a Entidade Nacional para o Setor Energético ou a Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas, pode acionar uma Rede de Emergência de Postos de Abastecimento.

PUB

A medida está prevista no plano já predefinido, consultado pela TSF, para responder a situações de crise energética como aquela que foi decretada ontem pelo Governo por causa da greve dos motoristas de matérias perigosas.

O plano prevê uma rede com mais de 300 postos de abastecimento de combustíveis que estarão "abertos ao público num cenário de crise extrema" como "medida de mitigação".

Naturalmente o número de postos será mais reduzido que o habitual numa situação corrente de distribuição de combustíveis, sendo que o número exato de postos de emergência estará "dependente do tipo de crise (local ou nacional)".

Os postos incluídos nesta rede de emergência já estão definidos no referido plano com base em critérios como a "cobertura geográfica adequada em função do consumo de produtos petrolíferos das diferentes zonas do país", bem como a necessidade de abastecimento "das entidades prioritárias e da população em geral".

Podem ainda ser definidos postos específicos para usos exclusivos de entidades como bombeiros, abastecimento de ambulâncias ou das forças de segurança.

Com esse objetivo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil terá de ter acesso "aos consumos previstos" pelas entidades anteriores para a duração estimada da crise que, neste caso, ainda não tem fim à vista pois a greve foi decretada por tempo indeterminado.

  COMENTÁRIOS