Entrevista TSF Dinheiro Vivo

"Estou profundamente convicto que vamos comprar a Media Capital"

Em entrevista à TSF e Dinheiro Vivo, o presidente da Altice Portugal diz que a empresa tem capacidade para "fechar o negócio amanhã". Alexandre Fonseca assegura que a independência informativa da TVI está assegurada.

Chegou a Portugal em 2012 e três anos depois já era dona da maior operadora de telecomunicações portuguesa, a Portugal Telecom. Hoje emprega direta e indiretamente cerca de 20 mil trabalhadores e é líder incontestada do mercado no setor das telecomunicações. A Altice está presente em 10 territórios e tudo somado são já 50 milhões de clientes em todo o mundo, que ajuda a uma faturação anual que ronda os 25 mil milhões de euros.

No espaço de um ano a empresa teve três presidentes executivos e viveu várias convulsões internas. O nosso convidado é o homem em quem os acionistas confiam para pôr a Altice de novo nos carris, Alexandre Fonseca.

Vamos falar sobre a decisão de a Altice avançar para a compra da Media Capital. Neste momento decorre uma investigação aprofundada pela autoridade da concorrência... a pergunta óbvia é se está confiante de que o negócio vai mesmo avançar?
Estou profundamente convicto de que o negócio irá avançar. Mas não é apena suma convicção, é também enquanto português e cidadão deste país, é além de uma convicção é algo que acredito que é fundamental para o país...

O que é que pode impedir o negócio de avançar neste momento?
Estando a decorrer uma investigação aprofundada, o que pode impedir é uma decisão da própria autoridade da concorrência.

Que não é vinculativa...
As decisões da autoridade da concorrência são vinculativas. Não são vinculativos os pareceres de outras entidades. No caso da autoridade da concorrência tem um caráter vinculativo dependendo da decisão, ou seja, pode ser vinculativa per si e pode indicar caminhos que têm de ser, ou não, seguidos pelas entidades envolvida na transação. Claramente que estamos convictos no trabalho e capacidade de decisão da autoridade da concorrência. Estamos convictos de que têm a capacidade, conhecimento e sensibilidade para avaliar este negócio. Do nosso lado, temos colaborado lado a lado com a autoridade da concorrência, estamos a responder, ponto a ponto, a todas as preocupações levantadas pela autoridade da concorrência, mas mais do que a vontade temos também a capacidade. Hoje, como reafirmamos recentemente, temos o financiamento disponível para executar a transação amanhã. Temos a vontade e a capacidade para fechar um negócio assim.
Para nós é extremamente importante este negócio e a nossa convicção decorre do facto de acharmos que é um negócio que faz todo o sentido. Faz sentido porque temos um projeto para esta área em Portugal, que aliás não é único, é um erro pensar-se que seria um projeto pioneiro porque na Europa e EUA temos assistido a imensos projetos de consolidação entre o mundo das telecomunicações e dos media, muitos deles de sucesso. Temos casos como a da Telefónica em Espanha, da Liberty Global...

Mas faz sentido independentemente dos remédios ou há uma fronteira a partir da qual o negócio pode deixar de fazer sentido?
Estamos a falar de um negócio, tem de existir algo que não possa beliscar os princípios económicos e financeiros da transação. Quando as pessoas associam remédios, associam imediatamente a uma componente de informação, até porque há aqui um lapso de língua "isto é a Altice Portugal a comprar a TVI". A Altice não tem um processo de aquisição correr sobre a TVI, tem sobre a Media Capital. Obviamente que vamos garantir a independência, a pluralidade, a diversidade da informação, porque isso é apanágio nas outras operações do grupo onde já temos serviços informativos. Temos canais noticiosos e informativos em Israel, em França, nos EUA... esta seria a quarta operação para nós e basta olhar para o nosso próprio historial onde já o fazemos, e fazemos de forma independente. O principal jornal conotado com a esquerda em França, o Libération, pertence ao grupo Altice. É algo natural na nossa atividade. Componente de informação assegurada, esse é um tema que faz parte do nosso dia-a-dia. Mais do que isso há o tema dos conteúdos e temos um projeto industrial para essa área. Acreditamos que Portugal tem condições técnicas, humanas e climatéricas para ser um hub de produção de conteúdos para a Europa, para os PALOP e Brasil. Este é um projeto de juntar um negócio que tem capacidade de investimento, que é o das telecomunicações, a um negócio que sabemos que tem estado sob pressão do ponto de vista financeiro, que é o setor dos media e nessa perspetiva juntarmos dois mundos que têm proximidades e que podem combater os grandes players mundiais que estão a entrar na área dos conteúdos através da tecnologia e que beneficiam de isenção de regulação para poderem crescer e criarem monopólios na sua presença no mercado dos conteúdos. O que acreditamos é que o setor das telecomunicações e dos media podem ajudar a desenvolver o país e a posicionar Portugal no centro do desenvolvimento económico a nível europeu.

Não tem fundamentos os que têm mostrado receio de que se esta aquisição avançar haja um desinvestimento na componente de informação. Se a Altice de facto comprar a Media Capital não vai haver um desinvestimento na informação nem a informação vai deixar de ser independente?
Deixar de ser independente nem sequer se coloca, obviamente e nem faz sentido porque não podemos num mercado como o português darmo-nos ao luxo de termos um canal como a TVI que deixem de ter independência e pluralidade... isso é algo que nem a sociedade não iria aceitar. E aliás os reguladores continuarão cá para regular. Existe um órgão que garante essa mesma diversidade, pluralidade e independência.

E não desinvestem na informação para apostarem mais nos conteúdos?
Não desinvestimos por um motivo, porque apesar de termos uma aposta nos conteúdos, temos os canais i24, canais de origem israelita presentes por todo o mundo Altice, que funcionam 24h em serviços noticiosos em 3 línguas (francês, inglês e árabe), temos também os canais BFM, em França, de origem noticiosa 24/7, temos canais noticiosos nos EUA. a componente de informação é aquela em que temos maior experiência na pluralidade das geografias. Temos também um fortíssimo componente de conteúdos em Israel. Com produção independente de conteúdos, e acreditamos que Portugal tem condições para se juntar a este panorama do desenvolvimento e produção de conteúdos independentes em língua portuguesa e não só, porque uma grande versatilidade dos portugueses é o seu domínio de idiomas e acreditamos que Portugal pode também produzir conteúdos com custos aceitáveis para várias geografias.

Vão manter todas as marcas que existem atualmente na Media Capital?
Não vou comentar aquilo que é um ambiente que não controlamos, que não é nosso, nem vou dar pistas para aquilo que será a nossa atuação sobre um grupo que não nos pertence.

E a Altice tem ou não tem um prazo definido para concretizar este negócio? A data de 13 de abril é uma data real?
A Altice não tem uma data, existe um acordo, como nestas coisas tem que existir, existe um contrato estabelecido entre a parte vendedora e a parte compradora, esse acordo tem uma data, tem uma data de 13 de abril, como uma data em que as partes terão de se juntar e terão de decidir sobre a continuidade ou não do interesse mútuo da realização do negócio, portanto essa data é uma data real, já veio a público, mas também veio a público a nossa posição de dizermos que essa data é uma data extremamente importante para nós, muito importante mesmo, poderemos no entanto ter, mas não depende só do grupo Altice, depende também da PRISA, do grupo vendedor, podemos ter eventualmente a disponibilidade para prolongar por algum tempo, curto, essa mesma data e não é por aí com certeza que o negócio deixará de se viabilizar...

Quando diz curto quer concretizar?
Curto quer dizer que um negócio que já leva nove meses com certeza não poderá continuar nesta fase de indecisão por mais meses como deve imaginar.

E quando se define uma data, não se está a tentar pressionar o regulador?
Esta data foi definida há nove meses a esta parte quando o negócio foi consubstanciado. Eu diria que colocar uma data de fecho de negócio com 9 meses ou 10 meses de antecedência não me parece pressão, parece-me apenas razoabilidade. É verdade que o negócio demorou mais tempo a ser analisado pelas diversas entidades do que aquilo que seria, no nosso entendimento, estimável, não vou aqui dizer se é razoável ou não, mas pelo menos nós nunca tínhamos visto nenhum negócio, negócios desta dimensão, a serem analisados durante 9, 10 meses e portanto entendemos, na data, que o 13 de abril seria uma data amplamente alcançável, infelizmente chegámos a esta circunstância neste momento e portanto a data não é uma data de pressão porque foi definida há 10 meses.

Alguns observadores no mercado têm referido que tem havido algum esmorecimento por parte da Altice na compra da Media Capital, não sei se esse esmorecimento tem razão de existir, das suas palavras que acabou de partilhar connosco dá razão a estes observadores que o dizem?
Não, se calhar esses observadores, talvez menos atentos, confundem esmorecimento com respeito, nós respeitamos a posição daquilo que é a Autoridade da Concorrência, respeitamos todas as entidades que estão envolvidas e não nos pomos, como outros têm feito em detrimento do negócio, não nos pomos em bicos de pés para tentar influenciar a decisão. Nós limitamo-nos a colaborar, é verdade que tem havido muitas outras entidades que têm, essas sim, vindo a público criar pressão, talvez porque essas entidades dominam hoje universos económicos que fecham o ciclo completamente em áreas de conteúdos, telecomunicações, retalho, mesmo setor farmacêutico etc., e portanto nessa perspetiva essas entidades têm-se vindo a posicionar como formas de pressão e nós não o fazemos.

Quer dar nome às entidades?
Não, não vale a pena porque acho que o mercado português é suficientemente pequeno para nós nos reconhecermos uns aos outros. Agora eu diria que acima de tudo não há qualquer esmorecimento, há sim um respeito profundo por aquilo que é o trabalho que as autoridades têm de fazer que é um trabalho em que nós temos profunda confiança.

Têm surgido notícias também que dão conta de que a Altice não tem sido propriamente célere na forma como vai dando respostas à Autoridade da Concorrência nem se tem demonstrado propriamente muito proativa a arranjar soluções para os problemas de concorrência que vão surgindo no processo. É verdade?
Não, não é verdade de todo. Aliás não sou só eu que o digo, tive oportunidade ainda há poucos dias tive reunido com um conjunto de pessoas que estão envolvidas neste negócio e que têm estado a colaborar com a Autoridade e de atestar de forma comprovada, com evidências aquilo que tem sido o nosso posicionamento, as nossas respostas rápidas, céleres, objetivas, concretas e até nalguns casos proativas, porque nós não nos limitamos a responder, nalguns casos nós somos os primeiros a dar o passo e a tentar mostrar a solução para uma eventual preocupação. E portanto isso não corresponde minimamente à verdade.

Porquê a Media Capital e não outra empresa qualquer de comunicação e de conteúdos?
Bem, eu trabalho com o grupo Altice há quase 7 anos a esta parte, sou com muito orgulho um dos membros mais antigos do grupo, mas eu não sou acionista nem posso responder pelo grupo Altice. Essa pergunta tem que ser feita obviamente ao grupo porque foi o grupo Altice que decidiu avançar para a aquisição e terá com certeza...

Mas ponderaram outras empresas?
Nós ponderámos desde o início trazer aquilo que faz parte do nosso triângulo estratégico de desenvolvimento do grupo. Juntar a convergência entre a componente telecomunicações, de media e digital advertising. Este sim é o nosso objetivo, juntar media e conteúdos, advertising e telecomunicações, é este triângulo. O grupo Media Capital insere-se neste triângulo portanto a mim, enquanto gestor de uma das organizações do grupo Altice não me choca minimamente, agora os drives específicos da empresa A ou B isso é um tema que só os acionistas é que podem responder.

E também não o espantaria que se este movimento de facto se der, que um concorrente seu amanhã faça um movimento semelhante?
Eu enquanto gestor já não me surpreendo com nada, tenho 20 anos de experiência profissional e já nada me surpreende neste mercado. Portanto eu limito-me a gerir a organização que lidero com base em factos. É algo que não me tira o sono minimamente, até porque não basta haver intenções como eu lhe disse, enquanto nós temos de facto uma profunda convicção e vontade de fazer a transação, também temos capacidade financeira para o fazer, não sei se outros o terão, capacidade e disponibilidade financeira para tal.

E falando de capacidade financeira a Altice oferece 440 milhões à PRISA. Esse valor está dependente das decisões de investimento que a Media Capital tome até que o negócio esteja completo?
Não posso, como deve imaginar, na fase em que estamos do processo comentar detalhes da transação, é público e por isso refere o número dos 440 milhões, é público o nosso interesse, expliquei-lhe um pouco aqui qual é o nosso projeto, não vou entrar em detalhes da transação como deve imaginar.

Passemos agora aos temas relacionados com as contas do grupo, um grupo como a Altice, com 50 mil milhões de euros dívida. A pergunta é se isto é sustentável financeiramente.
Claro que sim, é sustentável por um motivo muito simples. Muitas vezes nós temos tendência a olhar apenas para a ponta do iceberg daquilo que conhecemos. E de facto é verdade que existe um endividamento, que é público. Nós somos uma empresa cotada em bolsa e acabou de referir o número. Agora é preciso olhar um bocadinho para baixo daquilo que está subjacente a este número. 85% da dívida do grupo está indexada a taxas fixas, taxas fixas negociadas no down turn, na curva descendente das taxas de juro e que têm maturidades nos próximos 4, 6, 8 ou 10 anos, e portanto estamos a falar de ter 85% desta dívida com uma taxa fixa, que não vai oscilar com as oscilações de mercado, uma taxa fixa baixa porque foi negociada quando as taxas estavam eu diria historicamente baixas e acima de tudo cujos primeiros compromissos para reposição dessa dívida ocorrem, a esmagadora maioria, ou os mais relevantes, daqui a 6 anos. Com o nível de rentabilidade que o grupo tem apresentado, não é algo que nos tire minimamente o sono, estamos tranquilos, o grupo é sustentável e a nossa saúde financeira não está nas nossas prioridades, não é que esteja obviamente na prioridade de gestão [58:46], sim, mas não está nas nossas prioridades termos de fazer algo urgentemente para termos que resolver alguma situação, porque não existe nenhuma situação para resolver. É algo natural inclusive naquilo que é um setor como disse há pouco de capital intensivo, que carece de investimentos avultados todos os anos e portanto é perfeitamente natural num grupo com a nossa configuração.

Os investidores é que parecem não dormir assim tão descansados, porque a verdade é que nos últimos meses a Altice tem registado, eu não fui ver a cotação de hoje já agora, tem registado umas quedas significativas em bolsa, isso não revela, de alguma forma, uma preocupação crescente por parte dos investidores?
Repare, os investidores têm que ter essa preocupação porque todos nós quando nos dirigimos à nossa instituição financeira e fazemos uma aplicação financeira temos preocupação com retorno e portanto nós temos de estar a olhar para aquilo que é efetivamente o nosso investimento e o retorno que ele transmite, portanto é normal que os investidores estejam preocupados, porquê? Porque efetivamente nós quando apresentámos resultados no terceiro trimestre de 2017 esses resultados foram aquém da expectativa e foi por isso que também nós, fruto daquilo que é a génese do ponto de vista de gestão do grupo, com dois acionistas, o sr Patrick Drahi e o sr Armando Pereira muito próximos da gestão operacional tomaram imediatamente medidas, foi por isso que houve uma alteração do ponto de vista do grupo, do ponto de vista da gestão, do ponto de vista da liderança em vários países, e portanto tomámos ações porque efetivamente os resultados operacionais não estavam em linha com aquilo que era a expectativa do grupo e consequentemente também dos investidores. É normal que os investidores estejam preocupados, quando eu digo que não nos tira o sono, tira-nos o sono a perspetiva de nós garantirmos o crescimento sustentado do grupo, isso sim é uma preocupação que nós temos como temos que ter sempre, em qualquer empresa mesmo numa empresa saudável e em crescimento como é caso do grupo Altice. Agora a questão do nível de endividamento é que é algo que não nos tira o sono, são coisas completamente distintas. Capacidade de entregar resultados no imediato e na gestão corrente vs questão de endividamento. Endividamento é um tema para nós que não existe, é um tema que está, que existe, é uma ferramenta [1:00:31] que todas as empresas recorrem e que nós temos perfeitamente controlado, gestão operacional é a nossa preocupação.

Uma das formas que as empresas muitas vezes encontram para dar a volta às contas e para crescer é através da expansão internacional, durante anos e anos lembro-me bem de ter acompanhado estes temas foi dito muitas vezes que a Telefónica queria comprar a PT e houve várias aproximações, e a minha pergunta é: com a ambição da Altice, pode virar-se o feitiço contra o feiticeiro e ser a Altice a comprar a Telefónica?
Eu como tive oportunidade de lhe dizer eu trabalho com o grupo Altice desde 2011, quando tive a felicidade de conhecer duas pessoas que eu considero brilhantes, o sr Patrick Drahi e o sr Armando Pereira, que são os cérebros e os fundadores, os empreendedores por detrás desta grande startup que hoje fatura 25 mil milhões como é o grupo Altice. Esta faturação do grupo e este crescimento do grupo tem a ver primeiro com a sua cultura de empreendedorismo e com a sua capacidade de visão e tem de ver também com o músculo financeiro que este grupo conseguiu criar para fazer um conjunto de aquisições que permitiram chegar onde estamos hoje. E portanto quando, isto que vou dizer não é cometer nenhuma inconfidência porque foi dito publicamente, quando o sr Armando Pereira em 2012 concretizou a aquisição da Cabovisão na altura e disse que o objetivo do grupo Altice em Portugal era no prazo de 5 anos ser um dos dois maiores players de telecomunicações em Portugal, eu tenho de lhe confidenciar que grande parte das pessoas que estavam presentes naquela sala se riram e pensaram que aquilo era uma anedota. Bem, não foram precisos 5 anos, foram precisos 3 anos para nós sermos o líder incontestado, como disse na introdução, do setor das telecomunicações em Portugal. Eu aprendi com este grupo e com estas duas pessoas fantásticas que não há nada que não seja possível de encaixar na nossa ambição e nos nossos sonhos e portanto eu diria...

Incluindo comprar a Telefónica?
Incluindo crescer. O crescimento orgânico nestas áreas é um crescimento que nós já conhecemos e sabemos o que é que é possível, é um setor maduro, um setor que a nível europeu e a nível global já não tem grande capacidade de expansão do ponto de vista orgânico. As empresas que são sustentáveis fazem esse mesmo crescimento através de uma componente de M&A, "merger and acquisition", é normal que assim seja, e o grupo Altice tem a capacidade de o fazer e foi assim que cresceu. Não estou aqui a dizer que há planos ou que deixa de haver, isso não é um tema para a Altice Portugal, isso é um tema do grupo Altice. O que eu quero dizer acima de tudo é que do ponto de vista do mercado, e eu também considero-me já, fruto da minha experiência, um especialista do setor, nós não podemos continuar na Europa a ter a pulverização de operadores que temos. Esse é que é um facto importante, quando nós olhamos para um mercado como o mercado americano, com 300 milhões de consumidores, temos uma mão cheia de operadores. Quando nós olhamos para o outro lado do Atlântico, temos 200 milhões de consumidores e temos centenas quase de operadores. Desde micro-operadores até mega-operadores e é isto que de facto nos tem, tal como noutros setores da vida económica da Europa, nos tem dificultado o nosso crescimento. Se a pergunta objetivamente é se eu acredito na consolidação do setor das telecomunicações na Europa, sim acredito profundamente. Se eu acredito que a Altice vai ter um papel determinante na consolidação desse mercado, sim acredito. Se a questão é a compra do operador A, B ou C não é de facto uma responsabilidade minha e eu estarei cá para servir os interesses da Altice em Portugal ou onde a Altice entender que eu serei útil.

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