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Fazenda desmente possibilidade de substituir medidas do acordo

Luís Fazenda desmentiu, esta quarta-feira, que exista qualquer margem de manobra para alterações ao acordo da "troika", contrariando aquilo que Eduadro Catroga disse.

O deputado bloquista falava aos jornalistas no final de um encontro com o ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Pedro Silva Pereira, para conhecer os termos do acordo entre o Governo e a "troika" visando obter assistência financeira a Portugal.

Eduardo Catroga garantiu, terça-feira, que o PSD terá autonomia, se for Governo, para substituir eventuais «medidas penalizadoras para os portugueses» do programa de ajuda externa a Portugal por outras que cumpram os mesmos objectivos.

Frisando que recebeu a mesma documentação que Eduardo Catroga, do PSD, Luís Fazenda afirmou que «nada neste acordo e nos seus dois documentos (...) autoriza a ideia de que haverá cláusulas de flexibilidade para ajustamentos posteriores ao momento eleitoral».

O bloquista defendeu ainda que o acordo para obter ajuda financeira é uma má solução que reproduz o essencial do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) 4.

Ao falar numa «circunstância gravosa», Luís Fazenda apontou agravamentos para os rendimentos dos trabalhadores, na política fiscal e nos cortes de serviços públicos essenciais.

Trata-se, na opinião do bloquista, de um «castigo para aqueles que são mais fracos» e de «uma ajuda suplementar à banca porque a solidez do sistema financeiro está a frente da solidez das condições de vida do povo português».

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