Tem 50 euros no bolso? Há uma empresa portuguesa que o transforma num investidor

Plataformas dedicadas ao financiamento sustentável e à inclusão digital são alguns dos trunfos das startups portuguesas na Web Summit.

Nos últimos anos têm sido várias as fintech que têm surgido no mercado nacional. Uma das mais conhecidas é a Feedzai, que já alcançou fama global e muitos milhões de investimento. Na Web Summit, muitas empresas da área da tecnologia arriscam a sua sorte com os investidores na tentativa de vender os seus produtos.

É o caso da GoParity, que nasceu em Lisboa e está presente, pelo segundo ano consecutivo, na cimeira tecnológica. Trata-se de uma plataforma de financiamento colaborativo por empréstimo, que se dedica à captação de projetos de pequenas e médias empresas na área da energia sustentável. Qualquer pessoa ou empresa pode financiar um determinado projeto com o mínimo de investimento de 50 euros.

Em nove meses no mercado, a GoParity já financiou nove projetos na área da energia solar e turismo sustentável, conseguindo captar o investimento global de 800 mil euros de mais de 300 investidores.

"Estamos no primeiro dia e já á tivemos abordagens de investidores interessados em aprofundar conversações e de outras startups que gostariam de colaborar connosco", revela à TSF Luís Couto, da GoParity, estimando que nos próximos dias possa conquistar mais interessados.

Uma fintech para deficientes visuais

No meio de várias startups do Reino Unido, do Canadá, da Nigéria e dos Estados Unidos, estava também a portuguesa NearSoft Solutions. Criada no Funchal há um ano e meio, está já representada em cinco países incluindo Portugal. Na Web Summit, esta startup veio apresentar um sistema de pagamento a pensar na inclusão digital.

"O principal objetivo do nosso produto é conseguir dar inclusão financeira a deficientes visuais, apesar de a plataforma estar preparada para outras pessoas", explica o empreendedor Roberto Freitas, acrescentando que a empresa já está a trabalhar com bancos portugueses e internacionais.

As fintech portuguesas têm captado a atenção tanto de investidores estrangeiros como de outras startups em várias áreas e vão assim ganhando nome, numa cimeira que pode trazer-lhes o financiamento que procuram.

"A Web Summit é a melhor montra para mostrarmos os nossos produtos", conclui.

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