Novo Banco

Fundo de Resolução rejeitou operações aprovadas pela comissão de acompanhamento

Presidente do Fundo de Resolução defende comissão de acompanhamento do Novo Banco nomeada pelo governo mas admite que recusou operações autorizadas por Rodrigues de Jesus.

"Nem tudo o que parece é". Foi assim que o presidente do Fundo de Resolução, Luís Máximo dos Santos, defendeu no parlamento o presidente da comissão de acompanhamento que fiscaliza as operações do Novo Banco.

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Na semana passada José Rodrigues de Jesus deixou os deputados perplexos ao dizer que parte dos problemas do Novo Banco estavam relacionados com créditos "mediáticos" que se escusou a revelar dizendo que "tinha de deixar algum mistério". O responsável disse ainda que o Novo Banco vai ter de registar mais imparidades (prejuízos decorrentes, por exemplo, de empréstimos que, no todo ou em parte, não vão ser recuperados).

Nesta quarta-feira, no mesmo local, o presidente do Fundo de Resolução saiu em defesa de Rodrigues de Jesus. Máximo dos Santos destacou os currículos dos três elementos da comissão, afirmando que "nem tudo o que parece é" e garantindo que os elementos da comissão de acompanhamento, incluindo o presidente, têm experiência e capacidade para os cargos: Rodrigues de Jesus "foi administrador nomeado pelo Estado quando o BCP esteve sob o regime de empréstimos de capital contingente, tem muita experiência em atividades de fiscalização - que era mesmo aquilo que precisávamos - e foi eleito bastonário da ordem dos Revisores Oficiais de Contas.

O também vice-governador do Banco de Portugal admitiu no entanto que o próprio Fundo de Resolução já rejeitou operações que tinham tido luz verde da comissão: "rejeitámos algumas operações não obstante existir um parecer favorável à sua realização por parte da comissão de acompanhamento", assegurando no entanto que isso "não significa que a comissão não exerceu bem as suas funções", mas apenas que "o Fundo de Resolução teve uma avaliação distinta".

Máximo dos Santos revelou ainda que o Novo Banco sujeitou 107 operações à aprovação do Fundo de Resolução. Dessas, o Fundo autorizou 49, 43 forma autorizadas "com condições fixadas pelo Fundo, ou seja desde que se observem determinadas exigências", e 15 foram rejeitadas.

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