Gás natural na Batalha para dois anos de consumo? Australianos dizem que sim

Em entrevista exclusiva à TSF, o diretor executivo da Australis fala da prospeção e exploração de gás natural e petróleo que a empresa quer fazer em Pombal e na Batalha.

É uma operação de baixo risco para o ambiente e muito promissora. Quem o diz é Ian Lusted, diretor executivo da Australis, a empresa australiana que quer fazer prospeção e exploração de gás natural e petróleo em Pombal e na Batalha.

"Temos boas perspetivas e é uma prospeção de baixo risco em termos geológicos. As estimativas independentes que já temos apontam para 460 mil milhões de pés cúbicos de gás o que parece muito. É perto de dois anos do consumo de todo o país. Temos boas perspetivas sobre esta exploração e esperamos encontrar gás para Portugal."

Para já, está a ser avaliada a proposta de definição do futuro estudo de impacto ambiental, mas há ainda um longo caminho a percorrer. A prospeção poderá avançar, mas está sujeita ao tempo que demora o estudo de impacto ambiental. Depois, se a prospeção for positiva e a exploração de gás natural for comercialmente viável, a lei requer que a empresa faça outro estudo de impacto ambiental, antes de avançar para a produção.

Sobre os receios dos autarcas da região, que falam em efeitos devastadores para os vestígios jurássicos no solo, Ian Lusted garante que, se avançar, a operação será segura e tecnicamente responsável: "Nós vamos fazer algo que já foi feito em Portugal, na verdade é uma operação comum que já foi feita noutras ocasiões. A operação é até muito parecida aos furos de água que são feitos naquela região e será feita de forma segura e tecnicamente responsável. O estudo de impacto ambiental vai assegurar isso e não há razão para temer acidentes".

A proposta de definição do futuro estudo de impacto ambiental dos furos de prospeção de gás e petróleo estão em consulta pública até ao início da próxima semana.

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