Governo confirma reuniões de Domingues na Europa quando ainda não estava na CGD

Executivo confirma à TSF a presença de António Domingues em três reuniões como convidado e nega que o agora presidente da CGD estivesse na posse de informação privilegiada.

O Secretário de Estado Adjunto, do Tesouro e Finanças diz à TSF que a primeira reunião aconteceu a 24 de março, 4 dias depois ser alcançado o acordo de princípio entre o governo e António Domingues para que o antigo administrador do BPI liderasse a Caixa Geral de Depósitos (CGD).

Em declarações à TSF, Ricardo Mourinho Félix explica que nesse dia, em Frankfurt, o agora líder do banco público acompanhou o ministério das Finanças, como convidado, num encontro com Daniele Nouy, presidente do mecanismo único de supervisão europeu - o braço do BCE para a supervisão.

Duas semanas depois, a 7 de abril, aconteceu nova reunião, desta vez em Bruxelas com a Direção-Geral de Concorrência (DGCOMP), mas sem a presença da comissária europeia para a Concorrência, Margrethe Vestager, que nesta quarta-feira disse que a equipa que lidera reuniu com António Domingues, embora não tenha deixado claro se ela própria esteve presente nas conversações.

Hugo Neutel apurou que Domingues esteve com o governo em reuniões na Europa

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Nestes encontros, garante o secretário de Estado, António Domingues não estava na posse de qualquer informação privilegiada sobre o banco.

As reuniões serviram para o governo começar a colocar em cima da mesa as suas intenções para a Caixa e procurar auscultar as autoridades europeias sobre a viabilidade dos traços gerais do plano de capitalização, que começou desde logo a apresentar e discutir, insistindo que o banco tinha de permanecer 100% publico, e garantindo que a operação não implicaria uma ajuda de Estado.

Esse esboço do plano previa, desde logo, o reconhecimento de imparidades (o impacto negativo nas contas criado pelos maus créditos), uma reformulação profunda da instituição, alterações no modelo de governação da CGD, com a contratação de uma equipa profissional que fosse impermeável à pressão política.

Nesses encontros também foi debatida a polémica questão dos incentivos e remunerações da administração.

A 15 de junho há nova reunião com a DGCOMP, outra vez com a presença de António Domingues e do ministério das Finanças.

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